O Ministério das Relações Exteriores da China disse que Pequim planeja intensificar a inspeção das importações de frutos do mar do Japão.
A medida foi tomada depois que a Agência Internacional de Energia Atômica publicou, na terça-feira (4), um relatório sobre sua análise do plano do Japão de liberar no mar água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi, que está paralisada.
O relatório afirma que o plano é consistente com os padrões internacionais de segurança.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (5), que a verdade e a precisão dos dados referentes à água não foram comprovadas. Ele também disse que o impacto de longo prazo da água sobre a segurança alimentar e a saúde das pessoas não está esclarecido.
Ele disse que o relatório da AIEA não foi capaz de acalmar as vozes no Japão e no exterior que se opõem à liberação. Ele enfatizou que o povo chinês tem grandes preocupações.
Wang disse que os departamentos chineses relevantes intensificarão o monitoramento do ambiente marinho, bem como a inspeção e a quarentena de frutos do mar provenientes do Japão.
A água usada para resfriar o combustível nuclear derretido na usina de Fukushima se mistura com a chuva e a água subterrânea. A água acumulada é tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
O governo japonês planeja diluir a água para reduzir o nível de trítio para cerca de um sétimo do padrão de segurança da Organização Mundial da Saúde para água potável.
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