Teerã, Irã, 13 de julho de 2026, IRNA — O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que realizou disparos de advertência contra embarcações que navegavam por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz, declarando o fechamento oficial da crucial via marítima. Em resposta imediata, as forças armadas dos Estados Unidos anunciaram que bombardearam aproximadamente 140 alvos militares em território iraniano, elevando o conflito bilateral a um patamar crítico.
A corporação militar iraniana emitiu um pronunciamento oficial por meio dos veículos de comunicação locais no domingo (12), alegando que diversos navios desobedeceram as diretrizes de trânsito estipuladas pelas autoridades de Teerã. O comunicado reforça que o Estreito de Ormuz permanecerá totalmente bloqueado para a passagem de qualquer embarcação até que ocorra o encerramento definitivo das operações de intervenção norte-americana na região. Embora o Irã e o Omã tenham estabelecido rotas costeiras temporárias de forma independente, Teerã proibiu terminantemente a utilização da rota sob jurisdição omanense.
Os bombardeios dos EUA atingiram bases de mísseis, armazéns de munição e centros de vigilância do Irã.
Paralelamente, o Comando Central dos Estados Unidos confirmou a conclusão de uma terceira rodada de ataques maciços contra posições estratégicas iranianas. A ofensiva de Washington foi desencadeada em retaliação direta a uma investida prévia de Teerã contra um navio comercial civil. De acordo com o comando aliado, os alvos neutralizados englobam locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munições pesadas e postos de vigilância costeira. Apesar da crise, o órgão norte-americano garantiu que o trânsito de navios comerciais pelo corredor internacional vital continua sendo monitorado e defendido pelas forças de coalizão.
Em contrapartida, a Guarda Revolucionária e o exército iraniano utilizaram os canais estatais de mídia no domingo (12) para confirmar a execução de contra-ataques retaliatórios. As forças iranianas afirmaram que seus mísseis e drones atingiram bases aéreas localizadas no Catar e na Jordânia, instalações portuárias no Omã, além de complexos militares situados no Bahrein e no Kuwait. O Ministério do Interior do Catar informou que três pessoas, incluindo uma criança, sofreram ferimentos causados por estilhaços resultantes da interceptação dos artefatos iranianos.
Autoridades políticas de Teerã e Washington sinalizam o fim dos acordos diplomáticos bilaterais.
No campo político, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, manifestou-se publicamente no domingo (12) através de suas redes sociais, declarando enfaticamente o fim da era dos acordos unilaterais. Em sua publicação, o parlamentar criticou as ações de Washington anexando trechos do memorando de entendimento bilateral focado na segurança de navios comerciais no Estreito de Ormuz, que previa o emprego dos melhores esforços de Teerã para a manutenção da paz na região. Do lado norte-americano, a insatisfação com o pacto já havia sido desenhada na quarta-feira (8), quando o presidente Donald Trump expressou desapontamento com a postura iraniana, sinalizando o encerramento definitivo das negociações com o país persa.
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