Moscou, Rússia, 12 de julho de 2026, TASS — Moradores e trabalhadores da capital russa estão enfrentando severos problemas devido à falta de gasolina na região. O desabastecimento generalizado está sendo associado diretamente à intensificação dos ataques promovidos pela Ucrânia contra refinarias de petróleo em território russo, à medida que o prolongado conflito militar entre as duas nações vizinhas continua a se desdobrar.
A crise logística transformou a rotina dos motoristas locais, que agora precisam se submeter a extensas filas de espera nos estabelecimentos de reabastecimento. Relatos de condutores na capital apontam um sentimento de frustração diante da inevitabilidade do cenário. Entre os profissionais do volante, como os taxistas, a situação é descrita como um problema grave para a continuidade dos serviços de transporte, com relatos de profissionais que precisaram aguardar até seis horas em filas no dia anterior para conseguir abastecer. Para conter o esgotamento dos estoques, diversos postos implementaram limites rígidos por veículo, estipulando tetos máximos de compra que variam entre apenas 20 e 50 litros de gasolina por cliente.
O governo russo se reuniu em caráter de emergência para debater soluções para conter a crise de desabastecimento.
Diante do agravamento da situação, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, convocou uma reunião de cúpula na quarta-feira (8) com o objetivo de articular medidas governamentais para conter a escassez de gasolina e de outros derivados de petróleo. Durante o encontro, o mandatário afirmou que as ações do lado adversário têm como meta clara desferir um golpe contra a estabilidade da economia russa, ressaltando que o objetivo principal dessas investidas é incitar a ansiedade e o descontentamento no seio da opinião pública.
Medidas protecionistas e proibições de exportação de combustíveis foram ampliadas para proteger o mercado interno.
O vice-premiê da Rússia e responsável direto pela condução da política energética do país, Alexander Novak, admitiu publicamente que o fornecimento de gasolina e demais combustíveis permanece em um patamar crítico de restrição. A autoridade reconheceu que a instabilidade nos postos de combustíveis tem gerado forte preocupação social. Como medida de contenção imediata, Novak anunciou que o governo federal vai redirecionar e ampliar o abastecimento direcionado ao mercado doméstico por meio do veto total às exportações de óleo diesel. Esta nova restrição soma-se aos bloqueios de exportação que Moscou já havia instituído anteriormente para a gasolina e para o combustível de aviação.
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