Kiev, Ucrânia, 13 de julho de 2026, Associated Press (AP) — O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, anunciou que as forças armadas do país estabelecerão um comando militar específico encarregado de coordenar ataques de longo alcance contra o território da Rússia. A medida marca uma nova fase na estratégia de defesa ucraniana, focada em expandir o raio de ação de suas operações táticas.
Em uma mensagem de vídeo divulgada nas redes sociais na sexta-feira (10), Zelenskyy explicou que a nova estrutura militar terá uma missão bem definida. O líder declarou que o comando deve concentrar 100% dos recursos disponíveis para degradar ainda mais o potencial de combate e a infraestrutura de guerra das forças russas.
A Ucrânia unificará diferentes unidades militares em uma nova ramificação de resposta rápida.
Além do comando de longo alcance, o mandatário anunciou a criação das Forças de Resposta Rápida Conjunta, que passarão a atuar como um novo braço das Forças Armadas da Ucrânia. Essa ramificação inédita integrará unidades de assalto, divisões de operação de drones, artilharia e outros setores especializados, com o objetivo de fortalecer significativamente as capacidades operacionais e o comando unificado da instituição.
A reorganização ocorre em um momento em que os militares ucranianos intensificam as investidas de longo alcance contra instalações ligadas à indústria petrolífera e outros alvos estratégicos situados em áreas profundas do território vizinho. Também na sexta-feira (10), Zelenskyy informou por meio de suas plataformas digitais que as forças nacionais realizaram ataques bem-sucedidos contra alvos de energia na Rússia, incluindo uma refinaria de petróleo localizada na região de Omsk, na Sibéria Ocidental, situada a cerca de 2.500 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.
O avanço das incursões ucranianas provocou uma crise generalizada de desabastecimento em solo russo.
Como consequência direta dos impactos causados pelos bombardeios ucranianos, o governo russo passou a enfrentar uma escassez generalizada de combustíveis em seu mercado interno. O desabastecimento severo forçou as autoridades em Moscou a determinarem a suspensão temporária das exportações de gasolina, combustível de aviação e outros derivados de petróleo. Com a modernização e o upgrade de suas capacidades ofensivas, a liderança ucraniana intensifica visivelmente a pressão sobre o país vizinho.
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