Cabul, Afeganistão, 8 de junho de 2026 – Reuters – Quase cinco anos após o retorno do Talibã ao poder, a situação das mulheres no Afeganistão continua sendo uma das mais graves violações sistemáticas de direitos humanos no mundo atual.
Proibidas de estudar além do ensino fundamental, de trabalhar na maioria das áreas, de sair de casa sem acompanhante masculino e até de falar em público, as mulheres afegãs vivem sob um regime de controle total que as reduz a meras sombras em sua própria sociedade.
“Elas são invisíveis. Não podem estudar, não podem trabalhar, não podem sequer mostrar o rosto. É um apartheid de gênero institucionalizado”, denuncia uma ativista afegã exilada.
Enquanto isso, grande parte do ativismo feminista ocidental permanece em silêncio ou desvia o foco para pautas locais em países onde as mulheres já conquistaram direitos básicos. Essa omissão seletiva é criticada por muitas vozes que defendem que a verdadeira luta deve ser direcionada exatamente para onde os direitos são brutalmente suprimidos.
No Afeganistão, o Talibã continua a endurecer regras diárias, fechando escolas para meninas, restringindo o acesso à saúde e punindo com violência qualquer sinal de resistência. O mundo assiste, em grande parte, passivamente.
A tragédia afegã cobra urgência: as mulheres não podem esperar que a atenção internacional volte apenas quando for conveniente.
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