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Trump admite ter pedido à FIFA revisão de cartão vermelho

Presidente dos EUA conversou com mandatário da entidade sobre suspensão de atacante na Copa do Mundo

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Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 7 de julho de 2026, Associated Press (AP) — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente que solicitou à FIFA, a entidade máxima do futebol mundial, uma revisão na suspensão por cartão vermelho aplicada a um jogador da seleção norte-americana na Copa do Mundo masculina. A manifestação do chefe de Estado ocorreu antes de a organização máxima do esporte decidir pelo adiamento oficial da punição do atleta.

Em conversa com jornalistas na última segunda-feira (6), Trump admitiu ter telefonado diretamente para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para tratar do cartão vermelho recebido pelo atacante da seleção dos Estados Unidos, Folarin Balogun. Apesar do contato direto com o dirigente máximo da entidade, o presidente norte-americano negou categoricamente ter feito qualquer tipo de interferência política ou imposição na decisão final tomada de forma independente pelo comitê esportivo.

O atacante Balogun havia recebido o cartão vermelho direto após pisar no pé de um jogador da seleção de Bósnia e Herzegovina durante a partida válida pela primeira rodada da fase eliminatória da competição, realizada na última quarta-feira (1º).

Pelas regras disciplinares vigentes da FIFA, um jogador expulso de campo após receber um cartão vermelho cumpre suspensão automática obrigatória na partida subsequente do torneio. No entanto, em um movimento surpreendente, a entidade anunciou no domingo (5) que a suspensão de Balogun seria formalmente adiada pelo período de um ano, liberando o atleta para os compromissos imediatos.

Ao comentar o lance polêmico, Trump defendeu que a jogada não configurou uma falta dolosa, descrevendo o episódio como um choque casual de dois atletas que corriam em velocidade máxima e acabaram colidindo em campo. O mandatário também teceu críticas à arbitragem do jogo, classificando a conduta do árbitro da partida como um pouco suspeita.

Questionado sobre o regulamento de suspensões da Copa do Mundo, o presidente norte-americano contestou a lógica da punição automática. Para ele, penalizar um atleta durante a partida em andamento é compreensível, mas aplicar um gancho para um confronto futuro que sequer foi disputado é uma medida muito injusta para com os profissionais.

Trump reiterou que não ordenou ações a Infantino, esclarecendo que não possui autoridade para determinar as decisões do dirigente e que a palavra final partiu de um comitê técnico que acertou na avaliação.

A decisão da entidade máxima do futebol gerou forte descontentamento nos bastidores do esporte europeu. A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) emitiu um comunicado oficial de protesto na segunda-feira (6), afirmando de forma contundente que a decisão da federação internacional cruzou uma linha vermelha perigosa para a integridade do esporte.

A confederação europeia argumentou que o futebol depende estritamente do cumprimento de suas regras fundamentais para garantir uma competição justa, honesta e transparente para todos os envolvidos. A entidade europeia enfatizou que, embora algumas normas deem margem para interpretações subjetivas, o lance em questão era claro, manifestando incredulidade diante de uma resolução classificada por eles como sem precedentes, incompreensível e injustificável.

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