Tóquio, Japão, 6 de julho de 2026, Kyodo News — A Polícia Metropolitana de Tóquio realizou a prisão de um jovem de 15 anos sob a acusação de coordenar ciberataques severos contra uma subsidiária da Bandai Namco Holdings, a maior fabricante de brinquedos e entretenimento do país. Para a execução da atividade ilícita, o adolescente utilizou um programa de computador desenvolvido por ele mesmo.
De acordo com informações fornecidas pelo departamento policial, o suspeito é um estudante do ensino médio residente na cidade de Tokorozawa, localizada na província de Saitama, região vizinha à capital japonesa. As investigações apontam que as invasões virtuais resultaram no cancelamento indevido e sem consentimento da assinatura de mais de 46.000 usuários cadastrados no Bandai Channel, uma plataforma de streaming gerenciada pela empresa afetada. O ato foi classificado formalmente como obstrução ilegal das operações comerciais da companhia.
Os investigadores apuraram que o estudante localizou uma brecha de segurança nos servidores da empresa e aprimorou seu programa de invasão com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial generativa.
O jovem já havia sido detido inicialmente pelas autoridades no mês de junho, após ser flagrado utilizando credenciais de acesso de terceiros para entrar de forma não autorizada no serviço de transmissão de vídeos. A partir daquela primeira ocorrência, os peritos em crimes cibernéticos aprofundaram as análises técnicas nos dispositivos apreendidos até rastrear a autoria dos ataques em larga escala.
Em depoimento oficial, o adolescente admitiu todas as acusações e declarou que aprendeu as habilidades de processamento de dados de forma autodidata por pura diversão.
O menor infrator também ressaltou aos policiais que não possuía nenhum tipo de ressentimento ou desavença pessoal contra a marca de entretenimento, justificando que agiu motivado pelo interesse pessoal em analisar o comportamento e as falhas de comunicação de redes digitais complexas. Em decorrência do ataque cibernético e da instabilidade gerada no sistema de dados, a subsidiária da Bandai foi obrigada a interromper completamente a prestação do serviço de streaming por um período superior a um mês, além de arcar com a emissão de reembolsos financeiros a todos os clientes que foram prejudicados pelas desconexões forçadas.
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