Pequim, China, 7 de julho de 2026, Xinhua — A Marinha da China realizou o teste de um míssil lançado a partir de um submarino nuclear, provocando reações de vigilância e preocupação entre as nações vizinhas na região da Ásia-Pacífico. De acordo com o comando naval do país, a operação ocorreu na tarde de segunda-feira (6), quando a embarcação subaquática de propulsão nuclear realizou o disparo bem-sucedido de um projétil estratégico carregando uma ogiva inerte.
O armamento cumpriu a trajetória estipulada e caiu em águas internacionais localizadas no Oceano Pacífico, conforme o planejamento original das forças de defesa, embora as coordenadas exatas da área do impacto não tenham sido reveladas publicamente pelas autoridades militares. Análises técnicas preliminares do setor de defesa sugerem que o modelo utilizado no exercício militar pode ter sido o míssil Julang-3. O equipamento foi apresentado oficialmente ao público em um desfile militar em setembro do ano passado e possui um alcance operacional estimado superior a 10.000 quilômetros, capacidade técnica que o permite cobrir alvos no Pacífico Sul e no Pacífico Oriental.
Este exercício representa o primeiro teste de míssil conhecido da força naval chinesa a partir de um submarino desde 1982, sendo o primeiro registro histórico realizado por uma unidade de propulsão nuclear.
Em pronunciamento oficial à imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, defendeu a legitimidade da operação ao afirmar que o teste configurou uma atividade de treinamento militar rotineira e totalmente previsível. A representante diplomática enfatizou que a ação não foi direcionada contra nenhum país ou alvo específico e que o procedimento seguiu em estrita conformidade com as leis e práticas consuetudinárias internacionais.
Pequim garantiu que as nações diretamente interessadas e localizadas na rota geográfica do projétil foram devidamente notificadas de forma antecipada.
Apesar das garantias de transparência oferecidas pelo governo chinês, a demonstração de força militar gerou desconforto e forte apreensão em gabinetes governamentais do Japão, da Austrália e de outras potências regionais. Analistas internacionais apontam que a modernização da frota de dissuasão nuclear da China tende a intensificar a corrida armamentista e a vigilância sobre as rotas marítimas estratégicas no Hemisfério Sul nos próximos anos.
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