Gaza, Palestina, 7 de julho de 2026, Middle East News Agency (MENA) — O grupo islâmico Hamas anunciou oficialmente a dissolução do seu órgão de governo na Faixa de Gaza, região sobre a qual mantinha controle político e administrativo contínuo desde o ano de 2007. De acordo com o comunicado emitido na última segunda-feira (6), a organização encerrou as atividades do chamado Comitê de Emergência do Governo.
Com a decisão, o grupo confirmou que irá transferir a autoridade administrativa e os poderes de governança local para um corpo de tecnocratas palestinos. A medida adotada cumpre uma das etapas previstas no plano de paz liderado pelos Estados Unidos. Em outubro do ano passado, Israel e o Hamas firmaram um acordo de trégua que prevê a retirada militar israelense da região e o desarmamento do grupo islâmico. No entanto, o pronunciamento recente não fez menções ao desarmamento e a nova administração técnica ainda não obteve permissão para ingressar no território.
A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou apoio à mudança institucional, declarando receber positivamente qualquer passo prático que colabore diretamente para a implementação das cláusulas do acordo de cessar-fogo.
Porteiros e representantes da ONU ressaltaram que a instituição internacional mantém o suporte contínuo aos esforços políticos que visam o establishment de uma governança palestina unificada sob a liderança da Autoridade Palestina. Apesar dos movimentos diplomáticos e das mudanças na estrutura administrativa local, a Faixa de Gaza ainda enfrenta instabilidade no terreno, com registros de operações militares pontuais.
Autoridades de saúde locais reportaram na segunda-feira (6) que ataques intermitentes ocorridos nas últimas 24 horas resultaram na morte de três pessoas na região.
A consolidação da transferência de poder administrativo é vista por analistas internacionais como um teste decisivo para a viabilidade do plano de transição política em médio prazo. O sucesso da nova configuração técnica dependerá da abertura de canais humanitários permanentes, do fluxo de recursos para a reconstrução da infraestrutura urbana destruída e da capacidade de diálogo entre as diferentes facções palestinas e a comunidade internacional.
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