Okuma, Fukushima, Japão, 23 de junho de 2026, Kyodo News — A operadora da central nuclear danificada de Fukushima Daiichi deu início aos trabalhos de remoção de escombros na estrutura do edifício do reator número 1. A atividade é considerada essencial para liberar o espaço e permitir a retirada segura do combustível nuclear que permanece estocado em uma piscina de resfriamento no local.
Ao todo, 392 conjuntos de varetas de combustível nuclear continuam abrigados no reservatório mais de 15 anos após o grave acidente ocorrido em 2011. O planejamento da Tokyo Electric Power Company, conhecida como TEPCO, prevê a transferência de todo esse material para outra instalação estruturada dentro do próprio complexo industrial, que dispõe de um sistema de refrigeração muito mais moderno e robusto. A ação estratégica visa mitigar os riscos de eventuais falhas operacionais que possam comprometer o resfriamento contínuo dos elementos nucleares.
“A piscina está situada no último andar do prédio do reator, área que ainda acumula muitos destroços causados por uma explosão de hidrogênio durante o desastre.”
Segundo os relatórios técnicos apresentados, os operários começaram os trabalhos de limpeza na segunda-feira (22), utilizando guindastes recém-instalados e outros maquinários pesados operados de forma totalmente remota. Para garantir a segurança ambiental, a empresa informou que monitorará constantemente os níveis de substâncias radioativas dispersas no ar durante a execução das tarefas, com a garantia de que as atividades serão imediatamente paralisadas caso qualquer alarme de segurança seja acionado. Adicionalmente, jatos de água serão pulverizados continuamente no pavimento superior para evitar a suspensão e a propagação de poeira radioativa.
“Cerca de 1.200 toneladas de entulho ainda estão acumuladas no topo do edifício e precisam ser removidas.”
A expectativa da TEPCO é concluir a limpeza total da área interna para iniciar o descarregamento das varetas de combustível a partir do próximo ano fiscal, que terá início em abril. Procedimentos semelhantes de transferência já foram executados com sucesso no reator número 4, finalizado em 2014, e no reator número 3, concluído em 2021, enquanto o mesmo processo de retirada teve início no reator número 2 no começo deste mês.
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