Burgenstock, Nidwalden, Suíça, 22 de junho de 2026, Associated Press — As delegações oficiais dos Estados Unidos e do Irã iniciaram uma rodada de conversações presenciais pela primeira vez desde a assinatura do memorando de entendimento mútuo que visa encerrar os combates na região. O encontro de cúpula ocorre em território suíço sob forte esquema de segurança e grande expectativa global.
O vice-presidente norte-americano, JD Vance, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, desembarcaram em Burgenstock no domingo (21). A mesa de diálogo conta também com a participação de representantes diplomáticos do Paquistão e do Catar, que atuam diretamente como mediadores oficiais do processo. Pelo acordo prévio, as duas nações têm um prazo de 60 dias para formular as bases de um tratado de paz definitivo.
O clima de desconfiança mútua ficou evidente logo na abertura da conferência. Enquanto a comitiva dos Estados Unidos pretendia registrar publicamente os momentos de aproximação, os enviados de Teerã optaram por manter o distanciamento protocolar e recusaram os registros de imagem ao lado das autoridades norte-americanas.
Pouco depois do início formal da sessão legislativa, o presidente Donald Trump manifestou-se por meio de suas redes sociais, declarando de forma incisiva que o governo iraniano deve conter imediatamente as ações de seus aliados no Líbano para evitar uma retaliação militar severa por parte de Washington. Em contrapartida, o líder parlamentar Ghalibaf rebateu publicamente as declarações, afirmando que o país não se intimida com as ameaças e que as forças iranianas estão prontas para reagir.
Apesar de o memorando estipular o fim das hostilidades generalizadas, incluindo o território libanês, a situação nas fronteiras permanece delicada. Embora Washington tenha solicitado publicamente moderação ao governo israelense e ao grupo xiita Hezbollah, episódios de violência armada voltaram a ser registrados na véspera da reunião, elevando a complexidade dos debates em andamento.
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