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China impõe sanções a empresas dos Estados Unidos

Pequim restringe exportações e veta compras governamentais em retaliação a medidas de Washington

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Pequim, China, 23 de junho de 2026, Xinhua — O governo chinês anunciou a inclusão de 10 empresas norte-americanas, entre elas a Aveox Inc., em sua lista oficial de controle de exportações. A medida foi classificada como uma ação de retaliação direta aos recentes movimentos políticos e comerciais adotados pelos Estados Unidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China, em comunicado emitido na segunda-feira (22), a comercialização e o envio de itens de duplo uso para as companhias listadas estão terminantemente proibidos com efeito imediato. Bens e tecnologias de duplo uso compreendem mercadorias que possuem aplicação tanto no mercado civil convencional quanto no setor de defesa militar.

“A restrição proíbe que organizações ou indivíduos de qualquer lugar do mundo forneçam a essas empresas itens de duplo uso que tenham origem na China.”

A ofensiva de Pequim acontece poucas semanas após o Departamento de Defesa dos Estados Unidos atualizar sua própria lista negra de corporações que alega possuírem vínculos com as forças armadas chinesas, englobando gigantes da tecnologia como o Baidu e o Alibaba Group. As firmas inseridas no relatório norte-americano ficam automaticamente impedidas de disputar ou receber contratos de defesa de Washington.

Representantes do Ministério do Comércio da China argumentaram que a decisão foi tomada de forma soberana para salvaguardar os interesses econômicos e a segurança nacional do país. O porta-voz oficial acrescentou que as sanções são uma resposta firme àquilo que o governo chinês classificou expressamente como um ato errôneo por parte da administração norte-americana.

“Em outra frente de retaliação, produtos fabricados por 46 companhias dos Estados Unidos foram excluídos das compras públicas chinesas.”

Em um desdobramento paralelo também divulgado na segunda-feira (22), o Ministério das Finanças da China confirmou que mercadorias produzidas por 46 empresas dos Estados Unidos, incluindo a gigante aeroespacial Lockheed Martin, passarão a ser sumariamente excluídas dos processos de contratação e aquisição do setor público. A nova barreira administrativa é vista por analistas do mercado global como mais uma forte contrapartida de Pequim no acirramento da disputa geopolítica entre as duas maiores potências do mundo.

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