Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 19 de maio de 2026, Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (18) a decisão de suspender um ataque militar “planejado” contra o Irã, que estava originalmente agendado para ocorrer nesta terça-feira (19). O recuo estratégico ocorre em um momento de altíssima tensão no Oriente Médio, com as forças armadas americanas em prontidão máxima.
Trump utilizou suas redes sociais para informar que a mudança de planos foi motivada por pedidos diretos dos líderes do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Segundo o mandatário, esses chefes de Estado solicitaram o adiamento da ofensiva alegando que “negociações sérias estão ocorrendo agora” e que há uma crença compartilhada de que um “acordo será feito”.
Este acordo incluirá, fundamentalmente, NENHUMA ARMA NUCLEAR PARA O IRÃ! As negociações devem resultar em algo que seja muito aceitável para os Estados Unidos, declarou o presidente Donald Trump.
Apesar do adiamento, o tom de Washington permanece belicoso. Trump ressaltou que instruiu seus oficiais militares a permanecerem preparados para lançar um ataque completo e de grande escala contra o território iraniano, caso um entendimento diplomático considerado satisfatório não seja alcançado em curto prazo.
Paralelamente à movimentação americana, a mídia estatal iraniana comunicou o início das operações de um novo órgão responsável pela supervisão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A chamada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico passa a exigir que todas as embarcações coordenem sua passagem previamente com a entidade.
Qualquer trânsito não autorizado pela nova autoridade será considerado ilegal pelo governo de Teerã. Relatórios indicam que aproximadamente 1.500 navios já aguardam permissão para navegar pela via estratégica.
A criação deste novo corpo regulador pelo Irã é vista por analistas internacionais como uma tentativa de consolidar o controle sobre a rota por onde passa grande parte do petróleo mundial, aumentando a pressão sobre a economia global e servindo como resposta direta às sanções e ameaças militares impostas pela administração Trump.
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