Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 7 de julho de 2026, Associated Press (AP) — O governo dos Estados Unidos declarou formalmente que o projétil testado pelas forças armadas da China se tratava de um míssil balístico intercontinental sem ogiva ativa. A administração norte-americana alertou que a contínua expansão do arsenal de armas nucleares promovida por Pequim gera grande preocupação para a estabilidade da região e de todo o mundo.
O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Thomas Pigott, emitiu um comunicado oficial detalhado sobre o lançamento na última segunda-feira (6). A manifestação ocorreu logo após a marinha chinesa anunciar publicamente, também na segunda-feira (6), que um de seus submarinos de propulsão nuclear realizou o disparo de teste de um míssil estratégico carregando uma ogiva simulada, a qual atingiu águas internacionais no Oceano Pacífico conforme o planejamento prévio.
De acordo com a nota divulgada por Pigott, os sistemas de defesa dos Estados Unidos monitoraram com precisão todas as etapas do lançamento de teste do míssil balístico intercontinental desarmado a partir do submarino chinês.
O porta-voz norte-americano enfatizou que, em um momento histórico no qual os Estados Unidos estão trabalhando com mais empenho do que nunca para conter a proliferação nuclear global, as autoridades de Pequim parecem estar seguindo na direção oposta. O diplomata chamou a atenção para o desconforto internacional gerado pelo acúmulo rápido e pouco transparente de armamentos estratégicos por parte do governo chinês.
Diante do cenário de elevação das tensões militares na Ásia, Washington reiterou os apelos para que os líderes chineses aceitem participar de discussões bilaterais significativas e transparentes sobre o controle de armas de destruição em massa. Os Estados Unidos também cobraram que a China adote melhores práticas no compartilhamento de informações técnicas prévias a respeito de seus lançamentos espaciais e de mísseis intercontinentais.
Ao concluir o posicionamento de Washington, Pigott assegurou que o país permanece totalmente firme e inabalável em seus compromissos históricos de defesa junto aos seus aliados e parceiros estratégicos internacionais.
Até o momento, órgãos de coordenação de segurança na Ásia seguem acompanhando os desdobramentos do exercício militar de Pequim, que acentuou o debate sobre o equilíbrio de forças no Pacífico. Especialistas apontam que a demonstração de força da marinha chinesa sinaliza um avanço tecnológico considerável em sua frota de submarinos, gerando reações em cadeia nas políticas de defesa de países vizinhos alinhados ao Ocidente.
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