Teerã, Irã, 13 de maio de 2026, IRNA – Autoridades iranianas destacaram a solidez de suas relações com Pequim às vésperas da visita oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. O governo iraniano afirmou que a postura chinesa em relação ao país não será alterada, independentemente das pressões exercidas por Washington.
Aliança estratégica e laços históricos
O embaixador do Irã na China, Abdolreza Rahmani Fazli, ressaltou através de comunicações oficiais que as duas nações construíram uma parceria robusta ao longo dos anos. Segundo o diplomata, a relação é fundamentada no fato de serem civilizações antigas que compartilham profundos vínculos culturais e históricos, o que confere resiliência ao diálogo bilateral diante de influências externas.
Críticas às negociações unilaterais
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, direcionou críticas severas às exigências feitas pelos Estados Unidos em processos de negociação, classificando-as como injustas. Para Baghaei, qualquer diálogo diplomático real exige um sistema de concessões mútuas, o que ele descreveu como um “dar e receber”.
“Se você pensa que a negociação é a satisfação de 100% de apenas um lado, isso não é negociação, é a imposição da sua vontade. E isso não acontecerá em nenhum caso, pelo menos no que diz respeito ao Irã.”
Prontidão militar e cenários de conflito
Além do campo diplomático, o porta-voz alertou que as forças iranianas estão preparadas para enfrentar qualquer cenário de instabilidade. O aviso ocorre em meio a especulações sobre possíveis operações terrestres ou intensificação da presença militar norte-americana na região.
Posicionamento de Washington e custos da operação
Em Washington, na terça-feira (12), o presidente Donald Trump afirmou a jornalistas que busca apenas um “bom acordo” com Teerã e que o cessar-fogo permanece sob revisão contínua. Trump indicou que a estratégia será refinada durante sua viagem à Ásia, mas alegou que as forças militares adversárias foram severamente enfraquecidas.
“Estaremos pensando sobre isso durante o voo e pelo próximo período, mas derrotamos os militares deles de forma contundente. Isso acabou.”
Relatórios indicam que o governo norte-americano considera novas ações militares como forma de pressionar concessões sobre o programa nuclear iraniano, embora seja improvável que ataques ocorram durante a estadia de Trump na China. Paralelamente, dados apresentados ao Comitê de Apropriações do Senado dos EUA estimam que o custo das operações militares na região já atingiu a marca de 29 bilhões de dólares, sem contabilizar os gastos necessários para o reparo de instalações danificadas.
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