Londres, Grande Londres, Reino Unido, 13 de maio de 2026, Reuters – O governo britânico anunciou um plano estratégico para oferecer contribuições militares a uma missão multinacional focada em garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. O secretário de Defesa, John Healey, revelou a iniciativa na terça-feira (12), durante uma reunião virtual que reuniu chefes de defesa de mais de 40 países, incluindo o Japão. O encontro foi organizado conjuntamente pelo Reino Unido e pela França para discutir a segurança de uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.
De acordo com as diretrizes apresentadas, o Reino Unido enviará um navio destróier para o Oriente Médio, que permanecerá em estado de prontidão para atuar em missões de proteção no estreito. Além da embarcação, o plano britânico inclui o envio de equipamentos autônomos de ponta, especializados na detecção e neutralização de minas subaquáticas. Para garantir a segurança aérea na região, jatos de combate também estarão preparados para realizar patrulhas constantes sobre a hidrovia.
“Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pelo estreito. Garantir a liberdade de navegação é fundamental para as pessoas em casa e globalmente e o Reino Unido está liderando esse esforço”, afirmou Healey em suas redes sociais.
O ministro da Defesa do Japão, Koizumi Shinjiro, também participou da conferência e trouxe uma perspectiva de cautela diplomática ao debate. Para o representante japonês, a viabilidade de missões no Estreito de Ormuz depende diretamente da manutenção do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, além de uma comunicação fluida com as autoridades iranianas para reduzir as ameaças locais. Koizumi destacou que, do ponto de vista operacional, a colaboração estreita com o governo norte-americano é indispensável.
O ministro enfatizou que a participação do Japão na reunião de cúpula não significa que o país integrará atividades militares multinacionais no estreito neste momento.
A movimentação militar britânica ocorre em um contexto de pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder norte-americano tem solicitado recorrentemente que nações europeias e parceiros asiáticos assumam uma responsabilidade maior na proteção e manutenção da segurança no Estreito de Ormuz. Enquanto os planos de Londres avançam, outros governos continuam em discussões internas para avaliar o nível de envolvimento e as implicações de responder ao chamado de Washington para fortalecer a presença militar na região.
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