Pequim, China 13 de maio de 2024 – Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou nesta terça-feira (21) rumo à China para um encontro de cúpula com o seu homólogo chinês, Xi Jinping. A agenda oficial entre os líderes das duas maiores economias do mundo prevê debates intensos sobre questões comerciais, relações econômicas, a situação de Taiwan e o atual conflito no Irã.
Antes de deixar a Casa Branca, o presidente norte-americano demonstrou otimismo em relação aos resultados da viagem.
“Acho que vocês verão que coisas boas vão acontecer. Esta será uma viagem muito emocionante. Muitas coisas boas estão por vir”, afirmou Trump aos jornalistas.
O cronograma prevê que Trump chegue a Pequim na noite de quarta-feira (22), permanecendo no país até sexta-feira (24). Esta é a primeira visita oficial do republicano à China desde o seu primeiro mandato, em 2017. O encontro presencial entre os dois líderes está marcado para a manhã de quinta-feira (23), sendo o primeiro diálogo face a face desde outubro, quando se reuniram à margem da cúpula da APEC na Coreia do Sul.
Além das discussões de gabinete, os chefes de Estado devem visitar o Templo do Céu, local considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, seguido por um banquete de Estado na noite de quinta-feira (23). Na sexta-feira (24), uma última rodada de conversas durante um almoço de trabalho encerrará a agenda oficial antes da partida de Trump.
Tensões em Taiwan e estoques militares
A questão de Taiwan deve ser um dos tópicos mais sensíveis da cúpula. Analistas acreditam que Pequim busca declarações de Trump que ajudem a manter a ilha sob controle diplomático. Embora Washington mantenha o posicionamento oficial de que não haverá mudanças em sua política externa para a região, crescem as preocupações sobre a capacidade de dissuasão dos Estados Unidos frente à China.
O desgaste das reservas militares norte-americanas, motivado pelo apoio contínuo no conflito do Irã, tem gerado alertas em institutos de defesa. Dados apontam que as forças dos EUA podem ter utilizado até 80% de seus mísseis THAAD e cerca de 60% dos interceptores Patriot apenas nas primeiras semanas de operação no Oriente Médio.
“Os Estados Unidos ainda são capazes de conter a China, mas as perdas aumentariam consideravelmente, criando uma janela de vulnerabilidade que pode durar vários anos”, alertam especialistas em segurança.
Relatórios recentes indicam que membros do governo Trump avaliam com cautela a capacidade de defesa total de Taiwan contra uma eventual invasão em curto prazo. Diante desse cenário, espera-se que Trump também leve à mesa de negociações a pauta sobre as vendas de armas norte-americanas para a ilha, um ponto histórico de atrito entre Washington e Pequim.
- Reino Unido enviará destróier ao Estreito de Ormuz - 13 de maio de 2026 11:23 am
- Irã reforça aliança com China antes de visita de Trump - 13 de maio de 2026 10:37 am
- Trump viaja à China para encontro de cúpula com Xi Jinping - 13 de maio de 2026 10:27 am























