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EUA e Irã divergem sobre termos para encerrar conflito

Washington propõe plano de 15 pontos enquanto Teerã exige reparações e reconhecimento de soberania

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Washington, D.C., Estados Unidos, 27 de março de 2026, Associated Press (AP) – Washington e Teerã estabeleceram condições para encerrar o atual conflito no Irã, porém as visões de ambos os lados permanecem contraditórias. Enquanto os esforços diplomáticos de bastidores tentam encontrar um terreno comum, a situação no campo de batalha segue incerta, com ambas as forças mantendo operações ativas. O Almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, afirmou na quarta-feira (25) que as forças americanas já atingiram mais de 10 mil alvos militares em solo iraniano.

Para sustentar a ofensiva, o Departamento de Defesa dos EUA confirmou o envio de tropas aerotransportadas, incluindo uma brigada de combate, para apoiar as operações em curso. Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou sobre movimentações inimigas que, com o apoio de um país regional, estariam preparando a ocupação de uma das ilhas iranianas. Ghalibaf advertiu que qualquer ação resultará em ataques implacáveis contra a infraestrutura vital do país colaborador.

“Eles estão negociando e querem muito um acordo, mas têm medo de admitir isso por receio de seu próprio povo ou de nossas forças.”

O presidente Donald Trump afirmou estar em conversações com o lado iraniano. Relatos indicam que Washington enviou, via Paquistão, um plano de 15 pontos que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e restrições severas aos programas de mísseis do Irã. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou a existência de diálogos diretos, descrevendo o contato recente apenas como uma “troca de mensagens” por meio de intermediários, reafirmando que o país continuará a resistir para proteger sua soberania.

“O Irã exige a interrupção total das agressões e assassinatos, além de reparações e o reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Ormuz.”

Fontes ligadas à segurança em Teerã indicam que o rascunho americano foi inicialmente rejeitado. As contrapropostas iranianas são rígidas: exigem o fim imediato de atos de agressão, compensações financeiras pelos danos sofridos e o controle incontestável sobre as águas territoriais estratégicas. Enquanto uma autoridade sênior afirma que a proposta de Washington ainda está sob revisão oficial, a retórica pública de ambos os governos sugere que um consenso ainda está distante de ser alcançado.

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