Caracas, Distrito Capital, Venezuela, 4 de janeiro de 2026 – Agencia EFE – Enquanto as ruas da capital venezuelana permanecem estranhamente silenciosas, os moradores reagem com uma mistura de alívio, medo e expectativa aos ataques militares dos Estados Unidos. O governo britânico, em resposta à crise, passou a desaconselhar formalmente todas as viagens ao país.





A expectativa por uma intervenção militar estrangeira era sentida há tempos por muitos venezuelanos. Maria, que também prefere o anonimato, disse ter ficado surpresa com a ação tão no início do ano. “Estou tão feliz que meu peito dói”, confessou, descrevendo as ruas calmas perto de sua casa. Ela aguarda agora por mais informações dos líderes oposicionistas e do presidente norte-americano.
Em meio à incerteza, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido atualizou drasticamente seu alerta de viagem. A orientação agora é que cidadãos britânicos evitem qualquer viagem para a Venezuela. Para aqueles que já se encontram no país, a recomendação é que se abriguem no local, mas estejam preparados para mudar de planos rapidamente se necessário.
O comunicado oficial adverte que seguros de viagem podem se tornar inválidos se alguém viajar desconsiderando o alerta. A orientação é que os indivíduos monitorem constantemente suas opções para deixar o país e tenham um “plano de emergência pessoal” que não dependa do apoio do governo. O aviso também menciona que os ataques aéreos podem levar ao fechamento das fronteiras e do espaço aéreo venezuelano, complicando ainda mais qualquer tentativa de saída.
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