Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos — 9 de setembro de 2025 Associated Press (AP) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou no dia (7) que está pronto para avançar com uma segunda fase de sanções contra a Rússia, em resposta ao maior ataque aéreo russo à Ucrânia desde o início da invasão em 2022. A declaração foi feita na Casa Branca, após questionamento de jornalistas sobre o endurecimento das medidas.
A ofensiva russa, realizada entre a noite de sábado e a manhã de domingo (7), envolveu o lançamento de 13 mísseis e mais de 800 drones, atingindo edifícios residenciais e governamentais em Kiev. Entre os alvos, está a sede do gabinete de ministros, localizada no centro da capital ucraniana.
“Sim, estou,” respondeu Trump ao ser perguntado se pretende iniciar uma nova rodada de sanções contra Moscou.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também se pronunciou no dia (7), afirmando que Washington está preparado para aumentar a pressão econômica sobre a Rússia, mas que espera que os parceiros europeus acompanhem a iniciativa. Segundo ele, sanções adicionais podem levar a economia russa ao colapso e forçar o presidente Vladimir Putin a negociar.
Trump tem buscado organizar uma cúpula entre Ucrânia e Rússia, mas não há avanços concretos. Enquanto Moscou intensifica os ataques, o Kremlin demonstra resistência em aceitar qualquer proposta de diálogo. A Casa Branca confirmou que o presidente americano deve se reunir com líderes europeus ainda esta semana para discutir novas medidas.
“Precisamos de ações coordenadas. A diplomacia só funciona quando acompanhada de pressão real,” escreveu Bessent em rede social.
A União Europeia, por sua vez, prepara um novo pacote de sanções, que pode incluir restrições secundárias a países que continuam comprando petróleo e gás russos. A Alemanha e a França já sinalizaram apoio à ampliação das medidas, enquanto diplomatas em Bruxelas discutem formas de harmonizar os esforços com os Estados Unidos.
A escalada militar e econômica reacende o debate sobre os limites da pressão internacional e os riscos de prolongamento do conflito. A comunidade internacional acompanha com atenção os próximos passos de Washington e seus aliados.
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