Os parlamentares do maior partido de oposição da Coreia do Sul informaram ao chefe do órgão de fiscalização nuclear da ONU sobre suas preocupações com o plano do Japão de liberar no oceano a água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi, que está em paralisada.
O diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA, Rafael Grossi, reuniu-se com autoridades do Partido Democrata no domingo (9), em Seul.
Grossi reiterou que a análise da AIEA sobre o plano de liberação do Japão está “em conformidade com os padrões internacionais de segurança”. Ele acrescentou que abordará cuidadosamente as preocupações dos sul-coreanos.
Os legisladores da oposição criticaram a inspeção da AIEA, dizendo que ela foi tendenciosa a favor do Japão. Eles descreveram a água tratada como “lixo radioativo”.
O partido governista da Coreia do Sul acusou a oposição de alimentar o medo com alegações não científicas.
A água usada para resfriar o combustível nuclear derretido na usina de Fukushima Daiichi se mistura com a chuva e a água subterrânea. A água acumulada é tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
Antes de liberar a água no oceano, o governo japonês planeja diluir a água para reduzir o nível de trítio para cerca de um sétimo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde para a qualidade da água potável.
Grossi encerra sua visita de três dias à Coreia do Sul no domingo. Em seguida, ele viajará para a Nova Zelândia e para as Ilhas Cook para discutir o relatório da AIEA.
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