Caso da tenista desaparecida Peng Shuai não deve ser politizado diz China
O Ministério das Relações Exteriores da China afirma que a questão da tenista Peng Shuai não deve ser politizada. A observação surge quando algumas organizações internacionais pedem esclarecimentos sobre seu caso.
Peng não tem sido vista em público desde que ela fez uma denúncia de agressão sexual contra o ex-vice-premier chinês Zhang Gaoli.
O editor-chefe de um meio de comunicação chinês estatal postou um vídeo mostrando Peng participando de uma cerimônia de torneio de tênis juvenil em Pequim no domingo (21).
O Comitê Olímpico Internacional também disse no domingo (21) que seu presidente, Thomas Bach, falou com ela em uma videoconferência
Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (23), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Chinês, Zhao Lijian, apontou estes desenvolvimentos.
O porta-voz disse desejar que certas pessoas cessem o que ele chamou de “propaganda maliciosa” e “politização” do assunto.
Enquanto isso, uma organização internacional de direitos humanos emitiu, na segunda-feira (22), uma declaração criticando o COI.
A Human Rights Watch disse que o COI não explicou como a chamada de vídeo tinha sido organizada.
Disse que o COI se vangloriou da colaboração ativa com as autoridades chinesas para minar a liberdade de expressão e desconsiderar a suposta agressão sexual.
Ele disse: “O COI parece premiar sua relação com um grande violador dos direitos humanos sobre os direitos e a segurança dos atletas olímpicos”.
A declaração também observou que as autoridades chinesas continuaram a impor um bloqueio da mídia e da internet nas discussões sobre o caso de Peng.
Acrescentou que até mesmo palavras como “tênis” e o sobrenome “Peng” foram censuradas ou proibidas pela internet.
A Human Rights Watch pediu ao COI que instasse o governo chinês a abrir uma investigação independente e transparente sobre o caso de Peng.
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