Jerusalém, Israel, 31 de maio de 2026, The Jerusalem Post – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu uma nova diretiva às forças armadas de seu país para expandir o controle territorial na Faixa de Gaza. O objetivo declarado da manobra é elevar a pressão estratégica sobre o grupo islâmico Hamas, em um momento em que os esforços diplomáticos para uma paz duradoura parecem enfrentar novos impasses.
Durante um pronunciamento realizado na última quinta-feira (28), Netanyahu detalhou o estágio atual das operações militares no enclave palestino. Segundo o chefe de governo, as tropas israelenses já consolidaram o domínio sobre uma parcela majoritária da região, mas a estratégia agora exige um avanço ainda mais incisivo.
Atualmente controlamos 60 por cento do território e minha diretiva explícita foi aumentar esse domínio para 70 por cento visando asfixiar as capacidades operacionais remanescentes.
Embora um cessar-fogo tenha entrado em vigor em outubro do ano passado, baseado em um plano de paz liderado pelos Estados Unidos, a trégua tem se mostrado frágil e permeada por incidentes violentos. Autoridades de saúde na Faixa de Gaza informaram nesta quinta-feira (28) que pelo menos 922 pessoas perderam a vida desde o início oficial da interrupção das hostilidades, devido à continuidade de ataques intermitentes lançados pelos militares israelenses.
O plano de paz internacional prevê etapas complexas, como a retirada total das tropas de ocupação e o desarmamento completo das milícias do Hamas. Contudo, observadores internacionais relatam que nenhum progresso substancial foi registrado nessas frentes até o momento, mantendo o território em um estado de instabilidade permanente.
A estagnação do plano de paz agrava a situação humanitária forçando milhares de famílias a enfrentarem condições de vida extremas em acampamentos improvisados.
Enquanto as manobras militares buscam expandir o perímetro de controle, a população civil de Gaza enfrenta uma realidade devastadora. Sem infraestrutura básica e com grande parte das residências destruídas, muitos moradores continuam dependendo exclusivamente de tendas para abrigo, enfrentando a escassez de alimentos e serviços médicos básicos em meio ao prolongamento do cerco e das operações terrestres.
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