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Lavrov diz a Rubio que Rússia continuará com ataques a Kiev

Chanceler russo justifica bombardeios como retaliação e alerta diplomatas para deixarem a capital ucraniana imediatamente.

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Moscou, Rússia, 28 de maio de 2026, TASS – O governo de Moscou anunciou oficialmente seus planos de manter a ofensiva militar contra a capital ucraniana. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, transmitiu a mensagem ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante uma conversa por telefone realizada na última segunda-feira (25). De acordo com informações diplomáticas, a chamada foi iniciada por Lavrov.

Durante o diálogo, o chanceler russo acusou a Ucrânia de realizar ataques contra instalações civis em território russo. Ele reiterou que as forças russas não interromperão as operações e que continuarão tendo como alvos as empresas da indústria de defesa e os centros de tomada de decisão localizados em Kiev.

As forças russas manterão os bombardeios contra empresas do setor de defesa e centros estratégicos de decisão em Kiev para neutralizar as capacidades de agressão ucranianas.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um comunicado formal também na segunda-feira (25), afirmando que o aumento das operações é uma retaliação direta às investidas ucranianas na região de Luhansk, área atualmente controlada pelas forças russas. No documento, o Kremlin instou cidadãos estrangeiros e diplomatas a deixarem a capital Kiev de forma imediata, sinalizando um potencial agravamento da segurança na região.

O impacto das recentes ações militares já é sentido pela população civil. Relatos indicam que a Rússia lançou ataques massivos que se estenderam até a manhã de domingo (24), causando a morte de quatro pessoas e deixando mais de 80 feridos em Kiev e em outras localidades próximas. Na segunda-feira (25), o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, visitou os locais destruídos acompanhado de embaixadores estrangeiros para prestar solidariedade às vítimas.

Estamos comunicando aos nossos parceiros internacionais que não há necessidade de ceder a essa chantagem russa que visa apenas espalhar o medo.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, criticou severamente a Rússia pelos novos ataques e destacou o uso do míssil “Oreshnik” nas operações. Este novo armamento balístico, descrito como hipersônico e capaz de transportar ogivas nucleares, representa uma nova fase de tensão no conflito, dada a sua elevada velocidade e a dificuldade tecnológica para sua interceptação pelos sistemas de defesa aérea atuais.

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