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China reitera oposição a diálogo entre Trump e Taiwan

Pequim condena possível contato entre presidentes e exige que Washington interrompa venda de armas à ilha

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Pequim, China, 22 de maio de 2026, Xinhua – O Ministério das Relações Exteriores da China reafirmou que sua posição contra qualquer intercâmbio oficial entre os Estados Unidos e Taiwan permanece consistente, clara e inabalável. O porta-voz do governo chinês, Guo Jiakun, manifestou a insatisfação de Pequim nesta quinta-feira (21), reagindo às recentes declarações de Washington que sugerem uma aproximação direta com a liderança da ilha.

A reação ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter declarado na quarta-feira (20) sua disposição em conversar pessoalmente com o presidente taiwanês, Lai Ching-te. O objetivo desse diálogo seria discutir o fornecimento de equipamentos militares antes de tomar uma decisão definitiva sobre novos contratos de defesa. Para a China, tal movimento representa uma interferência direta em seus assuntos internos e uma violação de acordos diplomáticos prévios.

A China insta os Estados Unidos a agirem de acordo com o entendimento comum alcançado durante a cúpula recente e a pararem de enviar sinais errados às forças separatistas da ‘independência de Taiwan’. Washington deve agir para manter a paz no Estreito e a estabilidade das relações bilaterais, declarou Guo Jiakun.

Paralelamente, em Taipé, o Secretário-Geral do gabinete presidencial de Taiwan, Pan Men-an, informou em sessão parlamentar na quinta-feira (21) que, até o momento, não ocorreu qualquer conversa telefônica entre Lai e Trump. Apesar da ausência de um contato formal imediato, Pan demonstrou entusiasmo com a possibilidade de um encontro, afirmando de forma descontraída que estaria pronto para receber o líder americano com iguarias locais, como o famoso chá de bolhas.

Uma conversa direta entre Trump e Lai seria um desdobramento diplomático sem precedentes em quase cinco décadas. Os presidentes em exercício das duas nações não se comunicam oficialmente desde 1979, ano em que os Estados Unidos transferiram seu reconhecimento diplomático de Taipé para Pequim.

A firmeza de Pequim ressalta o delicado equilíbrio de forças na Ásia Oriental. O governo chinês reiterou que se opõe veementemente a qualquer venda de armas americanas para Taiwan, vendo o suporte militar como um combustível para a instabilidade regional. Enquanto Washington sinaliza que pode utilizar o apoio à ilha como uma ferramenta estratégica em suas negociações globais, a China reforça que a questão territorial é um limite inegociável em sua política externa.

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