Tóquio, Japão, 22 de maio de 2026, NHK – As autoridades de combate a incêndios de Tóquio estão unindo forças com o setor privado para enfrentar um desafio crescente na segurança urbana: os incêndios causados por baterias de íon-lítio. O Departamento de Bombeiros de Tóquio e a empresa Kurita Water Industries formalizaram, nesta quinta-feira (21), uma parceria estratégica para desenvolver um agente extintor específico para esses componentes, que são onipresentes na vida moderna.
Baterias de íon-lítio são utilizadas em uma vasta gama de produtos, como smartphones, laptops e carregadores portáteis. Embora essenciais, esses itens podem gerar calor excessivo, explodir ou entrar em combustão se forem submetidos a altos impactos ou temperaturas elevadas. O grande diferencial negativo deste tipo de incidente é a sua persistência, desafiando os métodos tradicionais de extinção.
Incêndios provocados por baterias de lítio são um problema urgente que precisa ser resolvido com rapidez. Esperamos que essa colaboração técnica solucione o perigo da reignição, afirmou Ozaki Jun, chefe do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia de Incêndio de Tóquio.
O desafio da reignição térmica
Um dos maiores perigos identificados pelos bombeiros é que as baterias podem voltar a pegar fogo mesmo após as chamas aparentes terem sido apagadas. Em experimentos realizados pelo departamento, o corpo de uma bateria atingiu temperaturas superiores a 400 graus Celsius logo após o combate inicial, resultando em novos focos de incêndio minutos depois.
A Kurita Water Industries explicou que o novo agente químico em desenvolvimento atua diretamente na supressão das reações químicas internas que mantêm a bateria queimando. O objetivo da empresa é validar a eficácia do produto por meio de testes rigorosos e, futuramente, disponibilizá-lo tanto para operações profissionais de larga escala quanto para extintores de uso doméstico.
As baterias podem voltar a queimar minutos após o fogo parecer extinto. Nosso objetivo é usar nossa experiência em química para suprimir a reação que alimenta essas chamas, explicou Iwata Yukihiro, representante da Kurita Water Industries.
Dados recordes e prevenção
A necessidade desta inovação é reforçada por estatísticas alarmantes. O número de incêndios causados por baterias de lítio cresce anualmente no Japão. Segundo a Agência de Gestão de Fogo e Desastres, o país registrou um recorde de 1.297 casos no ano passado, o maior patamar desde que o monitoramento específico desse tipo de ocorrência começou a ser realizado em 2022.
Enquanto a nova tecnologia não chega ao mercado consumidor, as autoridades reforçam as medidas de prevenção. A recomendação principal é evitar quedas e impactos em dispositivos eletrônicos e nunca deixá-los expostos ao sol forte por períodos prolongados. O sucesso da parceria entre o governo e a indústria química é visto como um passo fundamental para reduzir os danos materiais e os riscos à integridade física da população em um mundo cada vez mais dependente de dispositivos móveis.
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