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Cerimônia em Tóquio homenageia mortos na Segunda Guerra

Restos mortais de 193 soldados retornam ao Japão em solenidade no Cemitério de Chidorigafuchi

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Tóquio, Japão, 25 de maio de 2026, Kyodo News – Uma cerimônia memorial em honra aos mortos não identificados da Segunda Guerra Mundial que perderam a vida no exterior foi realizada no cemitério nacional de Tóquio nesta segunda-feira (25). Os restos mortais de 193 pessoas, recentemente recuperados da ilha de Ioto (também conhecida como Iwo Jima), das Ilhas Marshall e de outras localidades no Pacífico, foram depositados no Cemitério Nacional de Chidorigafuchi. Com esta nova integração, o número total de vítimas da guerra enterradas no local ultrapassa a marca de 371.100.

Cerca de 500 pessoas participaram da solenidade solene, incluindo a Princesa Kako, filha mais nova do Príncipe Herdeiro e da Princesa Akishino, além de representantes das famílias enlutadas que ainda buscam respostas sobre o paradeiro de seus entes queridos após décadas do fim do conflito.

“O governo nunca esquecerá que muitos mortos de guerra ainda jazem em diversos lugares e faremos todo o possível para trazer o maior número deles para casa sem demora”, afirmou o Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, Ueno Kenichiro.

Embora tenham se passado 81 anos desde o término da Segunda Guerra Mundial, o governo japonês reafirmou o compromisso de acelerar os esforços para a recuperação dos restos mortais. No entanto, o desafio logístico é imenso; estima-se que os vestígios de aproximadamente 1,12 milhão de pessoas ainda estejam espalhados em antigos campos de batalha, tanto em território nacional quanto em países estrangeiros.

Entre os presentes estava Tajima Hisako, cujo pai faleceu enquanto servia como técnico naval na ilha de Luzon, nas Filipinas. Em um relato humanizado sobre o impacto transgeracional da guerra, ela compartilhou que sua mãe sempre descrevia o pai como um progenitor extremamente carinhoso, o que a faz manter viva a memória de um homem que pouco conheceu.

“Acredito que todos os que pereceram no campo de batalha devem ter ansiado pelo retorno à sua terra natal. As famílias estão envelhecendo e espero que o máximo de restos mortais seja encontrado e devolvido ao Japão”, declarou Tajima.

A cerimônia em Chidorigafuchi não é apenas um ato de Estado, mas um momento de encerramento emocional para muitos japoneses. À medida que o tempo avança, a urgência das buscas aumenta, impulsionada pelo desejo de que nenhum soldado permaneça esquecido em terras distantes, garantindo que suas histórias e sacrifícios recebam o devido reconhecimento em solo pátrio.

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