Londres, Reino Unido, 24 de abril de 2026, Reuters – Um levantamento detalhado revelou que pelo menos 34 navios petroleiros com ligações diretas ou indiretas ao Irã conseguiram contornar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos desde que a medida entrou em vigor, no dia 13 de abril. Os dados, fundamentados em análises de rastreamento de carga, indicam uma falha na tentativa de isolamento total das exportações iranianas no Golfo Pérsico.
De acordo com o relatório divulgado nesta quarta-feira (22), pelo menos 19 dessas embarcações atravessaram o cerco norte-americano para sair da região, enquanto outras 15 realizaram o trajeto inverso, entrando no Golfo. A movimentação desafia as sanções rigorosas e a vigilância naval estabelecida na área para conter o fluxo de recursos de Teerã.
“Foi confirmado que ao menos seis dos petroleiros que deixaram a região carregavam óleo bruto iraniano, totalizando um volume aproximado de 10 milhões de barris”, aponta o documento de inteligência logística.
Entre as embarcações que furaram o bloqueio, destaca-se um superpetroleiro de bandeira iraniana. A manobra para evitar a detecção envolveu táticas de ocultação eletrônica: o navio atravessou a área monitorada com o transponder desligado, omitindo sinais de localização e identidade para as autoridades de vigilância internacional.
A persistência desse fluxo comercial clandestino coloca em xeque a eficácia imediata das medidas de contenção. O transporte de grandes quantidades de óleo bruto sugere que o Irã ainda mantém redes de escoamento ativas, capazes de abastecer mercados externos apesar da pressão diplomática e militar exercida por Washington.
“A travessia de um superpetroleiro com sistemas de identificação desligados evidencia a sofisticação das operações para contornar o cerco naval no Golfo”, destacam analistas do setor.
Especialistas em segurança marítima alertam que o sucesso dessas travessias pode incentivar novas tentativas de burlar as restrições, aumentando a tensão nas rotas de navegação. Enquanto os EUA tentam fechar as brechas no bloqueio, o mercado global observa com cautela o impacto dessas cargas no equilíbrio de preços e na geopolítica da energia.
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