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Kumamoto completa 10 anos dos terremotos de 2016

Japão relembra desastre que vitimou 278 pessoas e deixou milhares de desabrigados na província

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Kumamoto, Japão, 14 de abril de 2026, NHK – Nesta terça-feira (14), completa-se exatamente uma década desde o primeiro dos dois grandes abalos sísmicos que atingiram a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão. O desastre, que registrou a intensidade máxima de sete na escala japonesa em dois momentos distintos, permanece como um marco de dor e aprendizado para o país. O primeiro tremor devastador atingiu a cidade de Mashiki na noite de 14 de abril de 2016, sendo seguido por um segundo sismo de igual potência apenas dois dias depois, afetando também a vila de Nishihara.

“Foi o primeiro caso registrado na história do Japão em que a mesma região foi atingida por dois terremotos de intensidade sete em sucessão, desafiando tudo o que sabíamos sobre resiliência urbana.”

As estatísticas finais da tragédia revelam um cenário de destruição massiva: 278 mortes foram confirmadas nas províncias de Kumamoto e Oita, além de mais de 198.000 edifícios danificados apenas em Kumamoto. Um dado que ainda gera debates entre especialistas é que cerca de 80% dos óbitos foram classificados como mortes relacionadas ao desastre. Isso significa que a maioria das vítimas não faleceu diretamente devido ao desabamento de estruturas, mas sim por problemas de saúde agravados pelo estresse da evacuação e pelas condições precárias nos abrigos.

Essa tendência de fatalidades indiretas continua a assombrar o Japão, como observado recentemente no terremoto da Península de Noto em 2024, onde mortes semelhantes representam quase 70% do total e continuam a subir. Dez anos após Kumamoto, as autoridades admitem que o maior desafio ainda é proteger a saúde física e mental dos sobreviventes durante o período de deslocamento, exigindo melhorias urgentes nas condições de higiene e suporte psicológico nos centros comunitários.

“A proteção dos evacuados é uma questão de direitos humanos que ainda precisamos resolver plenamente para evitar que o luto se estenda para além do tremor inicial.”

No auge da crise em 2016, o número de residentes em abrigos temporários chegou a 47.800 pessoas. Hoje, o cenário de reconstrução física está quase concluído. Atualmente, apenas quatro pessoas ainda vivem em unidades habitacionais temporárias na província. No entanto, a previsão é que elas deixem esses locais em breve, uma vez que já garantiram terrenos para reconstruir seus lares. Enquanto as últimas casas temporárias são desativadas, o Japão aproveita a data para reforçar protocolos de segurança, lembrando que a memória é a ferramenta mais forte para a sobrevivência em um arquipélago geologicamente inquieto.

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