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Japonês invade embaixada da China após “sonho divino”

Segundo-tenente portava faca de 18cm e pretendia confrontar embaixador sobre retórica contra o Japão

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Tóquio, Japão, 15 de abril de 2026, NHK – A polícia de Tóquio efetuou, nesta terça-feira (14), a nova prisão de Murata Kodai, um segundo-tenente da Força de Autodefesa Terrestre (GSDF) de 23 anos, sob a acusação de posse ilegal de arma. O militar, lotado no Acampamento Ebino, na província de Miyazaki, já havia sido detido em março por suspeita de invasão de propriedade após ser flagrado nos terrenos da Embaixada da China. O caso escalou com a descoberta de uma faca de cozinha, com lâmina de 18 centímetros, escondida em meio à vegetação dentro do complexo diplomático.

“O suspeito relatou que sua intenção era encontrar-se pessoalmente com o embaixador chinês para exigir que o país cessasse o uso de linguagem hostil contra o Japão.”

As investigações revelaram que a motivação para o ato teria surgido de uma suposta experiência espiritual. Murata afirmou aos investigadores que, na noite anterior à sua viagem para a capital, teve um sonho no qual um deus lhe enviou uma mensagem clara: ele deveria impedir a China de continuar com sua retórica agressiva em relação ao território japonês. Com base nessa convicção, o oficial viajou para Tóquio na segunda-feira (13), passou a noite em um cibercafé e dirigiu-se à embaixada na manhã seguinte para concretizar o plano.

Embora portasse uma arma branca, Murata alegou que não possuía o objetivo de ferir funcionários da missão diplomática ou qualquer outra pessoa. Segundo seu depoimento, a faca seria utilizada contra si mesmo; ele pretendia cometer suicídio caso o embaixador se recusasse a ouvir suas opiniões e mudar o tom diplomático do país vizinho.

“O oficial afirmou ter agido sob o comando de uma mensagem divina recebida em sonho, decidindo pela invasão logo após acordar.”

Apesar dos detalhes fornecidos anteriormente sobre suas motivações, Murata Kodai optou por permanecer em silêncio durante o procedimento de re-prisão nesta terça-feira (14). O Exército japonês e as autoridades de segurança nacional acompanham o caso com rigor, avaliando a saúde mental do segundo-tenente e as falhas de protocolo que permitiram que um oficial da ativa realizasse tal incursão em uma das áreas diplomáticas mais sensíveis de Tóquio.

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