Pequim, China, 15 de abril de 2026, Xinhua – O presidente da China, Xi Jinping, enfatizou que o país desempenhará um papel construtivo na promoção da paz e do diálogo diante da crise contínua no Oriente Médio e na região do Golfo. A declaração ocorreu durante uma reunião estratégica realizada nesta terça-feira (14) com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos, em Pequim. O encontro marca um movimento diplomático importante da potência asiática para se consolidar como mediadora em conflitos internacionais de alta complexidade.
Durante a conversa, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que Xi Jinping ressaltou a necessidade urgente de salvaguardar o princípio do estado de direito internacional. O líder chinês defendeu que a comunidade global deve resistir a qualquer tentativa de retrocesso em direção à “lei da selva”, em uma crítica velada à atual postura diplomática da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“O mundo não deve permitir o retorno à lei da selva; a ordem internacional baseada em regras é o único caminho para a estabilidade e a segurança das nações.”
Por sua vez, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan afirmou que os Emirados Árabes Unidos estão firmemente comprometidos em garantir a segurança da navegação internacional. O líder árabe destacou que a prevenção de novos impactos na economia global e na segurança energética é uma prioridade absoluta para a região, e que manterá uma comunicação e coordenação estreitas com o governo de Pequim para evitar a escalada de tensões.
“A coordenação mútua entre China e Emirados Árabes Unidos é essencial para proteger as rotas comerciais globais e assegurar que o mercado de energia permaneça estável diante de crises externas.”
O diálogo entre as duas lideranças reflete a crescente influência chinesa no Golfo Pérsico, posicionando o país como um defensor do multilateralismo. Enquanto as tensões aumentam com a retórica de outras potências ocidentais, a China busca preencher espaços de mediação, focando em parcerias que garantam o fluxo comercial e a segurança jurídica internacional, elementos vitais para a sustentação do crescimento econômico global nas próximas décadas.
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