Singapura, 30 de maio de 2026, Reuters – O principal líder do Vietnã, To Lam, apresentou uma visão estratégica para a estabilidade global durante sua participação em uma das conferências de segurança mais importantes do mundo. Lam enfatizou que a construção de uma ordem internacional sustentável exige que as nações priorizem o entendimento mútuo e a moderação em suas ações diplomáticas e militares, evitando o caminho do confronto direto.
O Shangri-La Dialogue, que teve sua abertura oficial na última sexta-feira (29), reúne ministros da Defesa e altos funcionários de cerca de 40 países para discutir os principais pontos de atrito no cenário contemporâneo. Em seu discurso de abertura, Lam, que acumula os cargos de presidente e secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, defendeu que o equilíbrio entre as potências deve ser regido por normas compartilhadas.
A ordem internacional deve ocorrer através de regras diálogo acomodação mútua e autocontenção e não através de coerção imposição unilateral ameaças de força ou a criação de fatos consumados.
Ao abordar o cenário de tensões na região da Ásia-Pacífico, o mandatário vietnamita destacou que a estabilidade local depende diretamente da qualidade do engajamento das grandes potências. Segundo Lam, as nações do sudeste asiático buscam parcerias que sejam pautadas pela responsabilidade e pelo respeito às leis internacionais, visando garantir um ambiente de paz que favoreça o desenvolvimento econômico de todos os envolvidos.
O que a região busca não é a mera presença ou ausência de qualquer grande potência o que ela busca é um compromisso responsável.
Atualmente, o Vietnã adota uma política externa de equilíbrio pragmático, fortalecendo laços econômicos profundos com a China ao mesmo tempo em que consolida relações diplomáticas e de segurança com os Estados Unidos. O pronunciamento de Lam ocorre em um momento de expectativa, antecedendo o discurso do Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, programado para este sábado (30), no qual analistas aguardam detalhes sobre a estratégia de Washington para o Indo-Pacífico e a postura americana diante da questão de Taiwan.
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