Matsue, Shimane, Japão — 24 de fevereiro de 2026 — Kyodo News – O tradicional evento do Dia de Takeshima reuniu mais de 400 participantes na capital da província de Shimane, reacendendo a histórica disputa territorial entre Japão e Coreia do Sul pelas ilhas Takeshima, conhecidas como Dokdo pelos sul-coreanos. A cerimônia ocorreu no domingo (22) e reforçou apelos por uma solução rápida para o impasse diplomático.
As ilhas são administradas pela Coreia do Sul, mas o governo japonês afirma que fazem parte de seu território desde 1905, quando foram incorporadas à província de Shimane. Desde 2005, a data é marcada anualmente com um evento oficial que busca manter o tema na agenda política nacional.
Entre os presentes estavam o vice-ministro parlamentar do Gabinete, Furukawa Naoki, e moradores da cidade de Okinoshima, à qual as ilhas pertencem administrativamente. O governador de Shimane, Maruyama Tatsuya, destacou a necessidade de diálogo direto entre os governos dos dois países para avançar na questão.
Uma resolução especial aprovada durante o evento pediu novas iniciativas para acelerar a solução, incluindo a possibilidade de o Japão levar o caso à Corte Internacional de Justiça. O documento também solicita que o governo central assuma a organização anual da cerimônia, algo que até agora não ocorreu — Tóquio tem enviado apenas vice-ministros parlamentares.
Sugihara Yumiko, moradora de Okinoshima de 82 anos, reforçou a cobrança por ações mais firmes. Ela produz livros ilustrados sobre as ilhas e realiza atividades educativas com crianças para manter viva a memória da região.
A Coreia do Sul reagiu imediatamente, condenando o evento e classificando as reivindicações japonesas como “injustas”. Em comunicado, o governo sul-coreano afirmou que Dokdo é “território inerente da Coreia, histórica, geográfica e juridicamente”, e pediu o cancelamento imediato da cerimônia.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul também convocou Matsuo Hirotaka, diplomata sênior da Embaixada do Japão em Seul, para apresentar um protesto formal. O representante japonês reiterou que Tóquio não aceita a contestação.
O episódio evidencia mais uma vez a sensibilidade do tema, que permanece como um dos principais pontos de tensão entre os dois países vizinhos.
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