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Rússia condena ataques dos EUA à Venezuela

Ministério das Relações Exteriores russo classifica ação militar norte-americana como "extremamente preocupante".

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Moscou, Rússia, 4 de janeiro de 2026 – Agência TASS O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um comunicado contundente neste sábado, classificando os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela como “extremamente preocupantes e merecedores de condenação”. A declaração é a resposta oficial de Moscou à operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

A nota diplomática, divulgada horas após o anúncio do presidente Donald Trump, enfatiza a necessidade urgente de conter a escalada do conflito. O governo russo posiciona-se como defensor da solução pacífica através de canais diplomáticos.

“É particularmente importante prevenir qualquer escalada adicional e concentrar-se na busca de uma resolução através do diálogo”, afirma o comunicado, acrescentando que a Rússia “está pronta para auxiliar nesses esforços”.

O texto expressa solidariedade direta ao povo venezuelano e defende o princípio da autodeterminação nacional. A Rússia argumenta que decisões sobre o futuro do país devem ser tomadas internamente, sem pressões externas.

“A Venezuela deve ter garantido o direito de determinar seu próprio futuro sem interferências externas destrutivas, particularmente de natureza militar”, destacou o ministério, em clara crítica à ação unilateral norte-americana.

As relações entre Rússia e Venezuela são historicamente estreitas, com cooperação militar, energética e econômica. Em dezembro, o presidente Vladimir Putin manteve conversas telefônicas com Maduro, reafirmando seu apoio às políticas do governo venezuelano.

A posição russa alinha-se com a de outros críticos da intervenção, como Brasil e China, formando uma frente diplomática contrária à ação militar liderada por Washington. Analistas observam que a resposta de Moscou, embora forte, mantém a porta aberta para mediação, evitando, por enquanto, uma retórica mais inflamada que poderia elevar ainda mais as tensões com os Estados Unidos.

 

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