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Cerca de 80 minas iranianas ameaçam navegação no Estreito de Ormuz

Agência marítima da ONU prioriza evacuação de 500 navios retidos antes de iniciar operações de varredura

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Londres, Grande Londres, Reino Unido, 27 de junho de 2026, Reuters — A segurança das rotas comerciais globais enfrenta um desafio crítico no Oriente Médio. O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO), Arsenio Dominguez, informou em entrevista coletiva online realizada na sexta-feira (26) que cerca de 80 minas marítimas podem estar espalhadas ao longo das principais rotas de navegação comercial do Estreito de Ormuz. O líder da agência especializada das Nações Unidas enfatizou a necessidade urgente de desminagem para restabelecer a segurança do tráfego de embarcações.

A estimativa sobre a quantidade de artefatos explosivos foi consolidada com base em dados de inteligência compartilhados por diferentes nações, incluindo os Estados Unidos. O plano de ação desenhado para desobstruir a hidrovia internacional já conta com um aceno diplomático crucial: o Irã concordou formalmente em assumir a responsabilidade pela remoção das minas em suas águas, enquanto países como Reino Unido, França e Estados Unidos colocaram frotas e equipamentos especializados à disposição para validar o processo e realizar varreduras complementares.

“A maior prioridade humanitária neste momento é retirar tripulações e navios da zona de perigo antes de iniciar a detonação dos artefatos.”

Apesar da mobilização militar e técnica, os trabalhos de varredura do fundo do mar não podem começar de imediato. A agência estabeleceu que a retirada total de aproximadamente 500 navios mercantes que se encontram atualmente retidos e isolados na região, junto com suas respectivas tripulações, deve ser concluída antes de qualquer intervenção operacional. O processo logístico para deslocar todos os cargueiros para perímetros seguros deve demandar algumas semanas de trabalho intenso.

O cronograma de resgate, no entanto, sofreu uma interrupção forçada após uma embarcação comercial ter sido alvo de um ataque armado na última quinta-feira (25). O incidente congelou temporariamente as manobras de evacuação e obrigou a agência da ONU a reabrir canais de negociação direta com múltiplos atores regionais, estabelecendo uma mesa de conversações que envolve representantes de Washington e de Teerã para tentar criar um corredor humanitário seguro.

“O cenário no Estreito de Ormuz permanece extremamente fluido, impossibilitando a fixação de uma data exata para as operações de desminagem.”

A volatilidade política e os riscos de novos confrontos na área mantêm o mercado de fretes marítimos e as companhias de seguros em estado de suspensão. Sem garantias de cessar-fogo ou de proteção armada para os comboios de evacuação, a agência evita projetar um calendário definitivo para a normalização do canal por onde circula parcela expressiva do petróleo mundial, reforçando o pedido de cautela máxima a todas as frotas que cruzam a região.

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