Moscou, Rússia, 1º de janeiro de 2026, TASS – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, utilizou sua mensagem de Ano Novo para tentar reforçar o apoio interno à invasão da Ucrânia, iniciada em 2022 e amplamente condenada pela comunidade internacional. Em seu pronunciamento televisionado na noite de quarta-feira (31), o líder russo exaltou a “unidade do povo” como determinante para a soberania e o futuro do país.
Putin elogiou os soldados envolvidos na ofensiva — que Moscou insiste em chamar de “operação militar especial” — classificando-os como “heróis”. Ele afirmou que milhões de russos estariam apoiando as tropas “em palavras e ações”, e voltou a prometer uma eventual “vitória”, apesar das perdas humanas e materiais acumuladas ao longo do conflito.
O discurso ocorreu no mesmo dia em que o Ministério da Defesa russo divulgou imagens de um suposto drone ucraniano abatido, alegando que o equipamento fazia parte de uma tentativa de ataque à residência oficial de Putin na região de Novgorod. As autoridades também publicaram um mapa com a rota dos drones, afirmando que todos teriam sido interceptados.
A Ucrânia negou qualquer envolvimento no episódio. Analistas apontam que Moscou tenta construir uma narrativa que responsabilize Kyiv por uma suposta falta de disposição para negociar a paz, ao mesmo tempo em que mantém a ofensiva militar e intensifica a propaganda interna.
Enquanto isso, a guerra segue sem perspectiva clara de encerramento. A Rússia enfrenta sanções severas, isolamento diplomático e desgaste militar, enquanto a Ucrânia continua recebendo apoio de países ocidentais para resistir à invasão.
O discurso de Putin, segundo especialistas, reforça a tentativa do Kremlin de manter o controle narrativo e sustentar o moral interno, mesmo diante de um conflito prolongado e cada vez mais custoso para a população russa.
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