Washington, Estados Unidos, 29 de agosto de 2025, Associated Press (AP) – Um alto funcionário do governo do presidente Donald Trump condenou o ataque russo à Ucrânia que deixou ao menos 23 mortos, incluindo crianças. O enviado especial Keith Kellogg afirmou que os “ataques flagrantes” colocam em risco os esforços de paz defendidos pela Casa Branca.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a ofensiva realizada na noite de quarta-feira (27) envolveu 31 mísseis e cerca de 600 drones em diferentes regiões do país, configurando uma das maiores investidas desde o início da invasão.
“A Rússia não mirou soldados ou arsenais, mas áreas residenciais, trens civis, escritórios da União Europeia e do Reino Unido, além de pessoas inocentes”, declarou Kellogg em rede social.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Trump recebeu a notícia com indignação, mas sem surpresa. Segundo ela, “talvez ambos os lados ainda não estejam prontos para encerrar esta guerra. O presidente quer o fim, mas os líderes de ambos os países também precisam querer.”
A União Europeia reagiu com veemência. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que mísseis atingiram o prédio da delegação europeia na Ucrânia e anunciou que novas sanções “de forte impacto” serão apresentadas em breve.
No Reino Unido, o British Council informou que sua sede no país sofreu sérios danos e que um segurança ficou ferido durante os ataques. Já o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, reforçou que o episódio demonstra que “ninguém deve ser ingênuo quanto às intenções de Vladimir Putin”.
Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que forças ucranianas têm atacado instalações petrolíferas e outros alvos em território russo. Ainda assim, segundo ele, Moscou segue interessada em dar continuidade ao processo de negociações.
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