Hong Kong, Região Administrativa Especial, China, 30 de junho de 2025, South China Morning Post – Nesta segunda-feira (30), completam-se cinco anos desde que entrou em vigor a Lei de Segurança Nacional de Hong Kong, medida imposta por Pequim com o objetivo de conter atividades consideradas subversivas e contrárias ao governo central.
Desde então, centenas de políticos pró-democracia, ativistas e cidadãos críticos ao governo chinês foram presos. Muitos seguem detidos, enquanto diversas organizações políticas foram forçadas a se dissolver.
O mais recente exemplo dessa onda de desarticulação da oposição é a Liga dos Democratas Sociais, que anunciou seu encerramento neste domingo (29). O grupo vinha resistindo à repressão ao longo dos últimos anos, com atuação ativa nas ruas, mesmo após a promulgação da lei.
A Liga era uma das últimas entidades a defender pautas como sufrágio universal, justiça social e direitos dos trabalhadores em Hong Kong. Com sua saída de cena, o território praticamente não conta mais com grupos organizados de oposição ativa.
Outro símbolo da política local, o outrora poderoso Partido Democrático, iniciou em fevereiro os procedimentos para sua dissolução, aprofundando o esvaziamento do campo democrático no cenário institucional.
Segundo autoridades locais, mais de 330 pessoas foram presas desde a criação da lei, acusadas de colocar em risco a segurança nacional ou cometer outros atos relacionados. Destas, mais de 160 foram condenadas judicialmente.
O aniversário da medida ocorre em um momento de crescente silêncio no campo político de Hong Kong, que vê ruir os últimos resquícios de sua antiga autonomia democrática.
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