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Hospital de Tóquio acolheu 20 bebês em berço anônimo desde de março de 2025

Iniciativa pioneira na capital completa pouco mais de um ano e revela desafios socioeconômicos enfrentados por jovens mães

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Tóquio, Japão, 3 de julho de 2026, NHK — Um hospital localizado em Tóquio, que permite o acolhimento anônimo de recém-nascidos por pais que não possuem condições de criá-los, informou que recebeu 20 bebês desde o início das operações do serviço. O balanço abrange o período de pouco mais de um ano desde a implementação do projeto.

A estrutura de berço anônimo foi instalada no Hospital San-ikukai em março do ano passado, consolidando-se como a segunda iniciativa deste modelo a entrar em funcionamento em uma instituição hospitalar em todo o território japonês.

Representantes da administração hospitalar e do governo metropolitano de Tóquio detalharam nesta quinta-feira (2) que 19 dos 20 bebês acolhidos foram deixados no local aparentemente no mesmo dia em que nasceram. Do total, 15 recém-nascidos necessitaram de cuidados médicos imediatos, incluindo administração de oxigênio e soro intravenoso. Além disso, em cinco ocasiões, as crianças foram deixadas acompanhadas por cartas escritas pelos pais ou responsáveis.

O acolhimento dessas crianças garantiu a proteção de suas vidas, mas o objetivo de longo prazo da nossa sociedade deve ser eliminar a necessidade desse tipo de recurso.

O levantamento dos perfis indicou que a maioria das mães biológicas era composta por adolescentes ou jovens na faixa dos 20 anos, que realizaram o parto em ambiente doméstico e sem qualquer tipo de assistência médica. Os principais motivos que levaram as mulheres a procurar o hospital sozinhas para a entrega anônima envolveram severas dificuldades financeiras, ausência de casamento ou perda total de contato com os parceiros.

Com o intuito de prevenir os riscos associados ao parto em isolamento total, a instituição de saúde também disponibiliza um programa de parto confidencial. O sistema assegura que a gestante dê à luz mantendo seus dados de identidade revelados sob sigilo estrito apenas para a administração hospitalar.

Até o momento, sete mulheres recorreram ao modelo de parto confidencial na unidade. Após receberem o suporte necessário da equipe de assistência social, duas dessas mães decidiram reverter a decisão inicial e optaram por exercer a criação de seus próprios filhos.

Ainda enfrentamos imensos desafios estruturais sobre como oferecer o suporte adequado para mulheres que enfrentam crises de vulnerabilidade durante a gravidez.

A direção do hospital reforçou a necessidade de debates públicos mais amplos voltados ao amparo social de mulheres grávidas em situação de vulnerabilidade, destacando que as políticas públicas precisam avançar na prevenção para mitigar o desamparo antes do nascimento.

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