Chişinău, Moldávia — 15 de dezembro de 2024 (Associated Press) — O parlamento da Moldávia aprovou, na sexta-feira (13), a declaração de estado de emergência por 60 dias a partir da próxima segunda-feira (16). A medida ocorre devido à iminente suspensão do fornecimento de gás natural da Rússia, que atualmente é transportado via Ucrânia.
O contrato de trânsito de gás entre a Ucrânia e uma empresa russa está previsto para expirar em 31 de dezembro, e as autoridades ucranianas já informaram que não irão renová-lo. Com isso, a Moldávia, que depende do gás natural para a geração de eletricidade, enfrenta a possibilidade de uma crise energética e humanitária.
O governo moldavo sugeriu que a Rússia poderia utilizar rotas alternativas para o fornecimento de gás, como através da Romênia, caso o trânsito pela Ucrânia seja interrompido. No entanto, não houve confirmação de que essa solução será adotada.
O primeiro-ministro moldavo, Dorin Recean, acusou Moscou de tentar desestabilizar a situação no país. A crise energética surge em meio a tensões geopolíticas, especialmente após a reeleição da presidente Maia Sandu, pró-União Europeia, em novembro. O governo da Moldávia e países ocidentais têm criticado a Rússia por supostas interferências nas eleições presidenciais moldavas.
A situação ressalta a vulnerabilidade energética da Moldávia e a dependência de países da região em relação ao gás russo. Autoridades locais e internacionais estão monitorando de perto os desdobramentos.
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