Russos protestam contra o programa de convocação militar
Foram realizados protestos cívicos em toda a Rússia em resposta ao programa de recrutamento militar parcial do país. Isto ocorre porque alguns reservistas já começaram a receber seus documentos de convocação.
O Presidente, Vladimir Putin, anunciou o plano de mobilização na última quarta-feira. Ele tomou essa iniciativa enquanto as forças ucranianas continuavam seus contra-ataques contra as forças russas, nas regiões leste e sul da Ucrânia. Esses contra-ataques começaram no início deste mês.
Os protestos foram relatados, no sábado, na capital, Moscou, e em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país. Aparentemente, foram realizadas manifestações na Sibéria e em outras regiões do país também.
Muitas pessoas foram detidas pelas forças de segurança.
Um grupo russo de direitos humanos diz que mais de 740 indivíduos haviam sido presos em pelo menos 32 cidades, até por volta das 21h00 do sábado.
O grupo diz que foram entregues documentos de convocação a alguns dos detidos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi questionado sobre a legalidade de tal movimento. Ele respondeu que a ação é totalmente legal.
A mídia russa independente relatou que cerca de um milhão de pessoas poderiam ser mobilizadas. Isso é muito mais do que as 300.000 tropas que o Ministério da Defesa anunciou que iria reunir.
Os meios de comunicação dizem que as autoridades poderiam até mesmo convocar indivíduos, que, normalmente, são excluídos de uma mobilização, como cidadãos idosos e estudantes.
O jornal russo independente, Novaya Gazeta Europe, noticiou, no sábado, que toda a população masculina de uma vila, na região de Kemerovo, na Sibéria, foi convocada.
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