Fux defende ministros e afirma que o STF ‘não aceitará intimidações’ depois de manifestações
Presidente do Supremo Tribunal Federal pediu que os brasileiros não acreditem em ‘falsas narrativas messiânicas’.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, saiu em defesa da Corte nesta quarta-feira, (8). No primeiro pronunciamento depois das manifestações do Dia da Independência, o magistrado pediu que os brasileiros “não caiam na tentação das falsas narrativas messiânicas que criam falsos inimigos”. Conforme noticiou a Revista Oeste, milhares de brasileiros saíram às ruas em defesa das liberdades e contra atos praticados pelo STF.
“Este Supremo jamais aceitará ameaças à sua independência, nem intimidações ao exercício regular de suas funções”, disse o juiz do STF. “Ninguém fechará esta Corte. Nós a manteremos de pé, com suor e perseverança”, acrescentou Fux. “Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos Poderes, essa atitude, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade”, declarou.
Durante os atos democráticos, Bolsonaro disse que não obedeceria a decisões de Alexandre de Moraes. O magistrado conduz inquéritos contra apoiadores do chefe do Executivo — juristas ouvidos por Oeste argumentam que os procedimentos são inconstitucionais. Fux disse ainda que não vai admitir “ofensas à honra dos ministros”. “Todos sabemos que quem promove o discurso do ‘nós contra eles’ não propaga democracia, mas a política do caos”.
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