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Trump expõe leniência do Brasil com trabalho escravo

Mudanças na lista suja, déficit de auditores e o arquivamento de denúncias na JBS e BYD motivam sanções dos EUA

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Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 4 de junho de 2026, Veja. O governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta duras críticas internacionais devido ao enfraquecimento das políticas públicas de combate à exploração de mão de obra. Novas diretrizes administrativas implementadas pela gestão federal flexibilizaram os critérios para que empresas penalizadas consigam deixar a chamada “lista suja” do trabalho escravo. Paralelamente, o setor de fiscalização trabalhista no país opera sob negligência institucional, registrando um severo déficit no quadro de auditores-fiscais ativos.

A inação nacional no enfrentamento ao problema culminou em uma resposta drástica por parte de Washington na terça-feira (2). O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de tarifas alfandegárias punitivas contra produtos brasileiros, expondo globalmente a fragilidade regulatória do parceiro comercial. Como justificativa para a sanção econômica, o governo norte-americano destacou o arquivamento de denúncias de alta gravidade envolvendo condições análogas à escravidão em plantas do grupo frigorífico JBS e nas obras de instalação do complexo industrial da montadora chinesa BYD, no estado da Bahia.

・O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a JBS S.A. pedindo a condenação da empresa ao pagamento de R$ 118.941.340,55 por danos morais coletivos. A ação, que corre na Vara do Trabalho de Xinguara (PA), aponta o envolvimento da multinacional com fazendas flagradas explorando mão de obra em condições análogas à de escravo. Fonte: G1 https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/04/29/mpt-pede-condenacao-jbs-r-118-milhoes-fazendas-fornecedoras-na-lista-suja-trabalho-escravo-no-pa.ghtml
O Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anulou os autos de infração que responsabilizavam a JBS Aves por condições análogas à escravidão de trabalhadores terceirizados em granjas fornecedoras em Passo Fundo (RS). A medida, que também retirou a empresa da “lista suja” do trabalho escravo, gerou fortes críticas e renúncias de auditores fiscais. Fonte: Repórter Brasil https://reporterbrasil.org.br/2026/02/ministro-autuacao-jbs-trabalho-escravo/
・O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) autuou a BYD por submeter 163 trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão na construção de sua fábrica em Camaçari (BA). A fiscalização encontrou operários trabalhando até 70 horas semanais, alojamentos superlotados e constatou retenção de passaportes e forte esquema de vigilância. Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2025/junho/byd-e-autuada-por-submeter-trabalhadores-chineses-a-condicoes-analogas-a-escravidao-na-bahia
A inclusão e a rápida saída da empresa da chamada “Lista Suja” do trabalho escravo geraram debates. Fonte: G1 https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/04/09/byd-lista-suja-do-trabalho-escravo-entenda.ghtml

O encerramento administrativo dessas investigações sem a devida responsabilização penal alimentou debates acalorados nos bastidores de Brasília na quarta-feira (3). Críticos apontam que o arquivamento técnico dos processos envolvendo gigantes do agronegócio e do setor automobilístico contradiz o discurso social histórico da atual gestão, gerando um profundo desgaste de imagem externa e prejudicando a inserção de produtos nacionais em mercados com rígidos padrões de conformidade socioambiental.

Em manifestação coletiva divulgada na quinta-feira (4), ministérios e órgãos do governo federal brasileiro contestaram as alegações de omissão e a legitimidade das sobretaxas americanas. A defesa técnica sustentou que os arquivamentos das denúncias operacionais da JBS e da BYD na Bahia ocorreram de forma estritamente legal por falta de materialidade jurídica comprobatória, classificando as sanções comerciais aplicadas por Washington como medidas de cunho protecionista motivadas por disputas econômicas globais.

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