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Takaichi destaca união do G7 em segurança energética

Primeira-ministra do Japão avalia cúpula na França e reforça ações conjuntas contra restrições de exportação

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Évian-les-Bains, França, 18 de junho de 2026, Agence France-Presse (AFP) — A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, afirmou nesta quinta-feira (18) que os líderes do Grupo dos Sete (G7) alcançaram um consenso histórico ao enviar uma mensagem clara e unificada ao mundo sobre a segurança energética global.

Durante uma coletiva de imprensa realizada após o encerramento da cúpula de três dias, a chefe de governo celebrou o recente acordo firmado entre os Estados Unidos e o Irã para cessar as hostilidades armadas, elogiando os esforços diplomáticos de ambos os lados para alcançar a paz. Contudo, Takaichi reconheceu que as incertezas no fornecimento de insumos geradas pela instabilidade no Oriente Médio ainda projetam sombras sobre a recuperação da economia mundial.

“Os países do G7 que partilham dos mesmos princípios devem agir em cooperação para se opor a restrições injustas de exportação e garantir um comércio livre e transparente, assegurando o fornecimento estável de energia.”

A líder japonesa defendeu ainda a necessidade de garantir a navegação livre e segura em todas as rotas marítimas estratégicas, incluindo o Estreito de Ormuz. Essa postura alinha-se a um comunicado anterior emitido em conjunto por França, Grã-Bretanha, Alemanha e Itália, que expressou o compromisso dessas nações europeias em reabrir a crucial via marítima. Takaichi sinalizou prontidão para somar forças a essa iniciativa.

Ao ser questionada pelos jornalistas se o governo de Tóquio cogitaria o envio das Forças de Autodefesa do Japão para dar suporte à segurança da região, a primeira-ministra adotou um tom cauteloso, esclarecendo que nenhuma decisão oficial foi tomada até o momento.

“O documento assinado com Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália estipula que quaisquer atividades a serem conduzidas devem obrigatoriamente respeitar os limites da nossa Constituição.”

A governante concluiu reforçando que o Japão pretende acompanhar minuciosamente o desenrolar prático do acordo entre Washington e Teerã. A meta do país asiático é manter a cooperação estreita com a comunidade internacional, esgotando todos os canais diplomáticos possíveis para promover a estabilidade e apoiar a futura reconstrução das áreas afetadas no Oriente Médio.

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