Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 26 de maio de 2026, Associated Press – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações para um acordo com o Irã, visando encerrar o longo conflito entre as duas nações, estão progredindo de forma positiva. Em uma declaração recente em suas redes sociais nesta segunda-feira (25), o líder americano demonstrou otimismo, mas manteve um tom de advertência sobre as condições para a assinatura final do documento.
De acordo com Trump, a diplomacia atual só resultará em um “ótimo acordo para todos” ou não haverá pacto algum. Ele ressaltou que, caso as conversas falhem, o cenário seria de um retorno ao campo de batalha com uma intensidade superior à vista anteriormente, embora tenha enfatizado que ninguém deseja esse desfecho.
“Será apenas um ótimo acordo para todos ou nenhum acordo. Voltaremos ao campo de batalha e aos confrontos mas de forma maior e mais forte do que nunca — e ninguém quer isso!”
Em paralelo, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que cumpre agenda na Índia, indicou nesta segunda-feira (25) que o processo pode demandar mais tempo do que o inicialmente previsto. Rubio mencionou que existe uma proposta sólida sobre a mesa, abrangendo a reabertura do Estreito de Ormuz e questões nucleares. O secretário reiterou que a Casa Branca não tem pressa e não aceitará termos que sejam considerados desfavoráveis aos interesses americanos.
Pelo lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, sinalizou que, embora o progresso seja real, um acordo final ainda não é iminente. Durante um pronunciamento realizado nesta segunda-feira (25), Baghaei destacou que os negociadores ainda não entraram em detalhes específicos sobre a questão nuclear.
O Irã afirmou que não pretende impor pedágios no Estreito de Ormuz mas considera necessário coletar taxas para assistência à navegação e medidas de proteção ambiental.
Relatos de bastidores indicam que os principais pontos de discórdia residem na redação sobre o programa nuclear do Irã e no cronograma exato para o levantamento das sanções econômicas. Apesar desses impasses linguísticos e técnicos, há um sentimento de otimismo entre funcionários do governo dos EUA de que as diferenças possam ser resolvidas em um futuro próximo.
A movimentação diplomática também ganhou força no Oriente Médio. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, chegaram ao Catar nesta segunda-feira (25). A agenda inclui uma reunião de alto nível com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, focada especificamente nos mecanismos para encerrar o conflito com Washington e na remoção efetiva das sanções que pesam sobre a economia de Teerã.
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