Tóquio, Japão, 26 de maio de 2026, Kyodo News – A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, anunciou que o governo planeja solicitar um orçamento suplementar para o ano fiscal de 2026 com o objetivo de combater a escalada nos preços da energia. A proposta prevê um montante superior a 3 trilhões de ienes (aproximadamente 18,8 bilhões de dólares), que deve ser submetido à Dieta (o parlamento japonês) já na próxima semana.
Em declarações à imprensa nesta segunda-feira (25), Takaichi detalhou as medidas que o governo pretende adotar para mitigar as consequências da instabilidade no Oriente Médio, que tem pressionado o mercado global de combustíveis. O foco principal é aliviar o peso das contas básicas para as famílias e empresas japonesas durante os meses mais quentes do ano.
“Quero que os subsídios nas contas de gás e eletricidade de julho a setembro deste ano, no valor de cerca de 3,14 bilhões de dólares, sejam financiados por reservas já incluídas no orçamento deste ano fiscal”, afirmou a primeira-ministra.
A decisão final sobre o uso dessas reservas deve ser tomada pelo Gabinete em uma reunião agendada para esta terça-feira (26). Além disso, o governo estabelecerá um fundo de reserva específico para responder à situação no Oriente Médio, garantindo a continuidade de medidas como o teto nos preços da gasolina no varejo.
Para viabilizar o orçamento extra, será necessária a emissão adicional de títulos para cobertura de déficit. No entanto, a primeira-ministra tranquilizou o mercado financeiro, afirmando que a estratégia não deve aumentar o endividamento total planejado para o período. Isso se deve ao fato de que a emissão de títulos do ano fiscal anterior ficou abaixo do esperado graças ao aumento na arrecadação de impostos.
“O governo será capaz de lidar com o assunto sem aumentar o montante total da emissão de títulos. O plano atual não afetará o mercado e é, portanto, perfeitamente viável”, destacou Takaichi.
Em relação à segurança energética, a líder japonesa garantiu que o país possui reservas de petróleo suficientes para atravessar o inverno e chegar até a primavera do próximo ano. Essa confiança baseia-se na diversificação das rotas de importação, que agora dependem menos do Estreito de Ormuz.
Apesar da alta nos preços, a primeira-ministra descartou, por ora, pedidos extraordinários de racionamento de energia para o verão. Segundo ela, o Japão ainda não atingiu um estágio que exija medidas de economia que possam frear as atividades econômicas do país, priorizando o equilíbrio entre o consumo necessário e a estabilidade financeira.
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