Mashhad, Irã, 11 de julho de 2026, IRNA — O agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã lançou sérias incertezas sobre a retomada das negociações planejadas para dar fim aos confrontos armados entre as duas nações. O distanciamento diplomático ocorre em meio a novos episódios de hostilidades militares e a revelações sobre graves ameaças à segurança internacional.
O sepultamento do ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ocorreu nesta quinta-feira (9). Ele perdeu a vida em fevereiro deste ano durante um ataque conjunto envolvendo forças norte-americanas e israelenses. O corpo do clérigo foi sepultado no Santuário do Imam Reza, um importante local sagrado para a vertente xiita situado na cidade de Mashhad, na região nordeste do país. Antes do sepultamento definitivo, três irmãos de Mojtaba Khamenei — filho e sucessor designado do falecido líder — posicionaram-se diante do caixão para liderar as preces acompanhados por uma multidão de fiéis em luto.
As conversações com o objetivo de encerrar as hostilidades mútuas estavam programadas para recomeçar logo após as cerimônias fúnebres.
Contudo, o cenário pacífico foi fragilizado depois que Washington confirmou, na terça-feira (7), ter realizado bombardeios táticos contra posições iranianas. O governo norte-americano justificou as ações como uma resposta direta a investidas promovidas por Teerã contra navios cargueiros comerciais. Desde então, ambos os lados mantêm uma rotina de contra-ataques contínuos na região.
Relatórios de inteligência compartilhados por Israel alertam sobre planos vigentes contra a vida do presidente norte-americano.
Para agravar a crise, relatórios divulgados nesta quinta-feira (9) apontam que as autoridades israelenses repassaram aos Estados Unidos dados de monitoramento indicando um novo plano arquitetado pelo Irã para assassinar o presidente Donald Trump. Durante sua passagem recente pela Turquia para participar da cúpula da OTAN, Trump comentou publicamente o caso a jornalistas, afirmando ser o alvo principal das ameaças. Em seu voo de retorno, o líder utilizou uma aeronave Air Force One antiga e realizou uma transferência posterior para um jato particular oferecido pelo Catar no mês passado, levantando discussões sobre protocolos de segurança, uma vez que a nova aeronave não dispõe de sistemas avançados de contramedidas e detecção de mísseis integrados.
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