Xangai, Pudong, China, 21 de maio de 2026, Xinhua – Um cidadão japonês que presenciou o violento ataque a faca ocorrido em um restaurante de Xangai trouxe a público detalhes perturbadores sobre o incidente e a subsequente detenção do agressor. O atentado, ocorrido na última terça-feira (19), feriu gravemente dois cidadãos japoneses e uma mulher chinesa dentro de um edifício empresarial no movimentado distrito de Pudong. Segundo as autoridades locais, o suspeito de 59 anos apresentava um discurso desconexo no momento da prisão.
A testemunha, um homem na casa dos 40 anos, relatou em entrevista concedida nesta quarta-feira (20) que estava em uma sala reservada do estabelecimento, próxima à entrada, quando a violência começou. Ele descreveu ter ouvido gritos lancinantes no momento em que as três vítimas foram atingidas e revelou que ficou paralisado, incapaz de esboçar qualquer reação, pois o agressor posicionou-se exatamente do lado de fora de onde ele se escondia.
O agressor permaneceu em silêncio absoluto por algum tempo após o ato. Ele foi detido pela polícia pouco depois, sem oferecer qualquer resistência física. Do lado de fora do restaurante, vi um conhecido sentado no chão, consciente, mas com um ferimento profundo causado por uma facada no abdômen.
O desdobramento diplomático do caso gerou tensões entre Pequim e Tóquio. Ao ser questionado se o ataque teria sido motivado por sentimento antijaponês, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, adotou uma postura cautelosa. Ele instou a imprensa e a população a evitarem o que chamou de “sensacionalismo infundado”, pedindo que não sejam feitas conexões sem evidências concretas sobre a nacionalidade das vítimas como foco do crime.
O Japão solicitou formalmente que a China esclareça todos os fatos do ataque, forneça uma explicação detalhada e puna rigorosamente o culpado. É imperativo que medidas preventivas sejam tomadas para garantir a integridade de nossos nacionais em solo chinês, declarou o Secretário-Chefe do Gabinete japonês, Kihara Minoru.
As missões diplomáticas do Japão em Xangai e o Ministério das Relações Exteriores em Tóquio seguem pressionando o governo chinês por garantias de proteção. Enquanto as investigações prosseguem para determinar o que motivou a fúria do agressor, a comunidade de expatriados na metrópole chinesa manifesta preocupação com a segurança em locais públicos, aguardando respostas definitivas sobre o trágico episódio.
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