Riade, Arábia Saudita, 4 de maio de 2026, Associated Press (AP) – Sete membros do grupo OPEC+, que reúne importantes nações produtoras de petróleo, anunciaram que aumentarão sua cota de produção diária em mais de 180 mil barris para o mês de junho. A decisão surge como um movimento estratégico logo após a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo, o que alterou a dinâmica de fornecimento da organização.
Em um comunicado emitido neste domingo (3), após uma reunião realizada de forma virtual, países liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia confirmaram que elevarão a produção em exatos 188.000 barris por dia. Os Emirados Árabes Unidos já haviam comunicado na sexta-feira (1º) sua retirada tanto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC) quanto da coalizão ampliada OPEC+, optando por não participar do encontro dominical.
“As nações envolvidas no aumento da produção reiteraram que continuarão a monitorar e avaliar as condições do mercado de forma rigorosa, visando a estabilidade dos preços e do fornecimento global”.
Para o mês de maio, o grupo já havia estabelecido um incremento de 206.000 barris diários. O novo ajuste para junho é visto pelo mercado como uma resposta à possível reabertura do Estreito de Hormuz, cujas passagens de navios petroleiros permanecem restritas no momento, impactando o fluxo internacional de energia.
Na última quinta-feira (30), os contratos futuros do petróleo WTI atingiram o patamar de 110 dólares por barril em Nova York, o nível mais alto em três semanas, impulsionados pelo receio de uma intervenção militar dos Estados Unidos contra o Irã.
O cenário de incerteza geopolítica mantém os investidores atentos, enquanto a OPEC+ tenta equilibrar a oferta diante da saída de um de seus membros mais influentes e das tensões persistentes no Oriente Médio que ameaçam as principais rotas de transporte marítimo.
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