Teerã, Irã, 19 de maio de 2026, IRNA – A ativista iraniana Narges Mohammadi, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023, retornou para sua residência no domingo (17) após receber alta de uma unidade hospitalar. Mohammadi, que é uma das vozes mais proeminentes na defesa dos direitos humanos no país, estava detida desde dezembro do ano passado, quando foi levada pelas autoridades enquanto participava do serviço memorial de um advogado conhecido.
A fundação que leva seu nome denunciou que a ativista enfrentou graves negligências médicas durante o período de cárcere. Segundo os relatos, Mohammadi sofreu um suposto ataque cardíaco em março, mas teve o tratamento adequado negado pelas autoridades prisionais por semanas. Somente no dia 1º de maio (1) ela foi finalmente transferida para um hospital, obtendo a suspensão oficial de sua pena por motivos de saúde no dia 10 de maio (10).
O retorno dela ao centro de detenção seria uma sentença de morte. Mohammadi ainda necessita de cuidados médicos intensivos e acompanhamento constante para se recuperar das complicações cardíacas enfrentadas, destacou a fundação em comunicado oficial na segunda-feira (18).
Organizações de apoio à ativista iniciaram uma campanha global para garantir que ela não seja detida novamente após o período de recuperação. O grupo urge para que todas as acusações contra ela, classificadas como infundadas e baseadas em perseguição política, sejam retiradas permanentemente pelas autoridades de Teerã, permitindo que Mohammadi siga seu tratamento em liberdade.
Devemos garantir que ela permaneça livre e que o assédio termine. O ativismo pelos direitos humanos não é um crime e nenhum defensor deveria ser preso por exercer tal papel fundamental na sociedade, reforçou a organização nesta segunda-feira (18).
A situação de Mohammadi continua sob o olhar atento da comunidade internacional e de órgãos diplomáticos, que monitoram o cumprimento da suspensão da pena. A ativista havia sido acusada formalmente de proferir declarações consideradas contrárias às normas vigentes do país, uma acusação que tem sido amplamente contestada por defensores da liberdade de expressão e da igualdade de gênero ao redor do mundo.
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